A construção civil da Argentina está entre os setores mais atingidos pela crise instalada no país - os outros são o automotivo e de alimentos. Durante todo o mês de janeiro, a Câmara Imobiliária Argentina (CIA) registrou a venda de um único imóvel em toda a cidade de Buenos Aires. A cotação do dólar, que agora flutua livremente, foi a principal razão, segundo a CIA para a paralização do mercado imobiliário.
Além disso, a entidade não concorda com a medida, que faz parte do pacote do governo, permitindo que parte dos prazos fixos confiscados possam ser usados na compra de imóveis. Os empresários do setor alegam que, além de ser considerada uma ’operação virtual’ dentro do sistema bancário, os prazos fixos poderiam sofrer desvalorização de até 55% do valor original.
Em reportagem publicada na última terça-feira no caderno imobiliário do periódico El País, um ‘sem número’ de questões ainda sem respostas pelo setor da construção, que como aqui, também é um dos principais na geração de trabalho: O que acontecerá com os contratos de obras em execução? Como a variação do dólar afetará o custo dos insumos importados? Por quanto tempo a indústria se manterá paralizada, já que seus prazos de produção não são medidos em dias, nem meses, mas em anos?
Para esta última indagação, Rudi Boggiano, diretor da Construtora Sudamericana - empresa que faturou ano passado cerca de US$ 60 milhões - arriscou um parecer: ‘‘O presente é um momento de anarquia. Não está claro qual será a incidência das mudanças no setor - seja no custo da mão-de-obra, de material e matéria-prima local, ou de insumos importados. Por enquanto estamos fazendo apenas o que é possível. Adequando projetos para que sofram o menos possível a incidência do câmbio, e esperando as definições do mercado financeiro (e dos fornecedores) para poder renegociar, em cada caso, os contratos em obra’’.
Ainda na reportagem do El País, e também pouco otimista, a declaração de um imobiliarista de Córdoba: ‘‘O mercado imobiliário voltará a ser tão rudimentar como há 30 anos, pois acabou-se o suporte financeiro dado às construções, já que não existe mais capital que o sustente. Com isso teremos que voltar à poupança prévia e aos consórcios (referindo-se ao autofinanciamento das construtoras, comuns aqui no Brasil no segmento de incorporação residencial), ou seja, isso significa trabalhar apenas com dois por cento do mercado da construção civil do país’’, diz Jaime Garbarsky, da Ecipsa.
Habitacon, em Blumenau
A segunda edição da Feira Nacional de Habitação, Construção, Arquitetura, Móveis e Decoração, que acontece de 19 a 23 de março em Blumenau (SC), contará com a exposição de produtos, serviços e equipamentos para a construção civil, arquitetura, móveis e decoração. Haverá espaço reservado para congressos e seminários e uma área externa para a mostra de equipamentos pesados.
Espaços estão sendo comercializados e inscrições para os eventos científicos podem ser feitas através dos telefones (41) 225-7383 ou (47) 325-2900, pelo e-mail: [email protected] ou [email protected]
Semana da Construção, em São Paulo
Três megaeventos do setor acontecem simultaneamente durante a Semana da Construção e Iluminação, de 2 a 6 de abril, no Anhembi e Expo Center Norte, em São Paulo: a Feicon - Feira Internacional da Construção, a FeiconTec - Feira Internacional de Tecnologia, Máquinas e Equipamentos da Indústria da Construção, e a Expolux - Feira da Indústria da
Iluminação.
Promovida pela Alcântara Machado, a promotora da Semana da Construção já confirmou a presença das mais representativas marcas de cada setor. Ocupando mais de 85 mil metros quadrados de área, estarão 842 expositores, vindos de 19 países. Entre eles Estados Unidos, Espanha, Itália, China, França, Japão e Portugal. São esperados mais de 170 mil visitantes no período da feira, sendo 80% profissionais do setor e 20% o público que está reformando ou construindo.
Além de conferir a exposição de mais de mil novos produtos das diversas áreas da construção, os visitantes poderão participar de palestras, seminários e premiações programadas para o evento. A Feicon trará os principais lançamentos de produtos para acabamento, a FeiconTec mostrará o que há de mais avançado em máquinas, equipamentos e tecnologia para a indústria da construção civil e pesada, além de softwares e máquinas de terraplenagem e a Expolux apresentará produtos na área de iluminação industrial e comercial; pública; residencial e decorativa; publicitária e cênica, além de soluções para racionalizar energia.
Ligia Barroso

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