No centro da FeiraCon 2000
Otimista, o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção deu o recado a empresários londrinenses convidados pelo Sinduscon Norte para a palestra realizada durante a FeiraCon. Como o tema em discussão era ‘perspectivas e expectativas para a construção civil em 2000’, Luis Roberto Ponte procurou falar claro e sem o costumeiro jargão reclamista já tão evidenciado pelos produtores do setor: ‘‘Nossas chances de crescimento são cada vez maiores e mais concretas’’.
Segundo ele, 2000 pode marcar o início de um novo tempo para a indústria da construção brasileira, resultado direto das inciativas que estão sendo estudadas – ‘‘sugeridas pelo setor, claro!’’ – pelo governo federal nos últimos meses. ‘‘Do Fórum criado para averiguar as necessidades de produção e de déficit habitacional, podem sair medidas de incentivo tanto à classse empresarial quanto ao consumidor brasileiro. Além disso, novos números da cadeia produtiva já revelam situação favorável. Para este ano, a previsão é que o construbusiness contribua com cerca de 17% do PIB Brasil, ou seja, mais dois pontos percentuais que refletem o real crescimento do setor da produção imobiliária brasileira’’.
Ainda do pavilhão de exposições alguns registros que valem nota:
-A Moro expôs sua mais recente obra: o Vitoria Lake. Totalmente pronto e com as últimas unidades (à venda) de 252 metros quadrados edificadas às margens do Lago Igapó, o empreendimento vem com diferencial na assinatura – é o primeiro edifício da cidade totalmente construído com tecnologia dry-wall
para as paredes internas.
-Para demonstrar a tecnologia e vantagens da ‘pré-laje treliçada autoportante’ – produto Mediterrânea –, a Artiteto e a Zocco Projetos Estruturais ilustraram o sistema com o projeto do viaduto que já está sendo construído em Arapongas pela Pavibrás (largura de base de 25 centímetros), outros dois estudos, também de viadutos, que estão sendo desenvolvidos para a cidade de Cambé, e mais um para um reservatório de esgoto em Londrina.
-(Re)conhecida na cidade pelas ‘estacas hélice contínua monitoradas’, a Geofix apresentou novo equipamento para fundações: o sistema ‘parede diafragma monitorada’. Além das fitas em VHS e cartazetes ilustrativos, o engenheiro Marcelo Viviani Pinto resumia informalmente qual a diferença entre os sistemas. ‘‘A hélice contínua faz a escavação para estaqueamento de apoio do edifício; a parede diafragma é para contenção lateral da obra – redução sensível de ruídos, um incômodo para vizinhança, e substituição (que oferece maior segurança) da técnica tradicional de contenção de paredes e construção de arrimos’’.
-A Trevo Piso usou o hall do auditório principal do Centro de Eventos e Exposições de Londrina, local por onde circulavam cerca de 500 pessoas (em cada um dos três períodos do dia) para demonstrar em condições reais as vantagens de seu último lançamento – o piso de alto tráfego.
-Dando continuidade ao projeto de ampliação de mercado em Londrina e região Norte, representantes das Telhas Rainha remontaram o colorido show room em coberturas de barro esmaltado em 16 diferentes tonalidades no saguão do Royal Plaza.

CETEC, difusão em tecnologia
Também resultado dos encontros promovidos nos corredores e auditórios do Centro de Eventos de Londrina, durante a Feira da Construção: o Centro Tecnológico da Fundação Paulista de Tecnologia e Educação anunciou a instalação de uma unidade de negócios em Londrina. O diretor do Cetec, Wiltevar Verati, informou que o objetivo é abrir nas próximas semanas um escritório na cidade para oferecer serviços de pesquisa, desenvolvimento de novas tecnologias e anáálises de produtos para as empresas londrinenses.
O Cetec possui em Lins (SP) laboratórios de engenharia ambiental, tecnologia de geoprocessamento, anáálises químicas e controle industrial, anáálises de material de construção e elétrico. No rol de ‘clientes’ e serviços realizados pelo Cetec estão o diagnóstico ambiental de 46% do território do estado de São Paulo, o controle da qualidade do abastecimento de água para uma população de 2 milhões de habitantes (região do ABC paulista), e o cadastro digitalizado de todos os telefones públicos de São Paulo.
No estande montado pela Fundação na feira e aos inúmeros ex-alunos do curso de engenharia civil, formados pela instituição, Verati enumerou outra vantagem para os profissionais londrinenses: o laboratório de ensaios de materiais (LEM), unidade criada há 25 anos e a responsável pela assessoria no desenvolvimento de obras no setor da construção civil e da indústria, foi completamente reformulado para o credenciamento (já em vias de acontecer) junto ao INMETRO). ‘‘Situação privilegiada perante aos concorrentes’’, enfatiza.

UMC, câmpus avançado
Outra instituição que também amplia capacidade em área física para a difusão do ensino é a Universidade de Mogi das Cruzes-UMC (São Paulo). As obras do campus avançado no bairro da Lapa, na capital paulista, começam em 3 de abril. Orçada em R$ 12 milhões e prazo de 18 meses para conclusão, a obra do novo complexo universitário (20,29 mil m2) atenderá o mercado formado por estudantes da capital, principalmente dos bairros das zonas Sul e Oeste de São Paulo. A capacidade: mais 8 mil alunos, em três períodos. Os cursos: graduação, pós-graduação, especialização e sequências.

Akros, prêmio em inovação
O prêmio ‘Personalidade do Século XX da Construção Civil’ que a Akros recebe em Joinville na próxima sexta-feira (31 de março) é resultado da contribuição da empresa em inovações tecnológicas para o setor.
A conquista veio do resultado de uma pesquisa realizada pelos alunos do curso de engenharia civil da faculdade local, junto a revendas de material de construção e construtoras de Joinville, que tinha como objetivo detectar e homenagear pessoas e empresas que contribuíram para o desenvolvimento da construção civil no norte catarinense.
Segundo a pesquisa os produtos ‘antiespuma, antiinfiltração e adaptador para máquinas de lavar’ destacaram-se como os mais importantes desenvolvidos pela empresa.

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