Informe Mercado & Construção (Ligia Barroso)
Divulgação
Estádio Maracanã: reformas seguras
Andaimes aéreos, agilidade
A aplicação de andaimes aéreos foi a solução proposta pela SH Fôrmas para que as obras de recuperação do estádio do Maracanã (Rio de Janeiro) não interrompessem a rotina de jogos do Campeonato Mundial de Clubes realizado no mês passado evitando o fechamento dos espaços.
Áreas cruciais para a segurança dos espectadores, as rampas e marquises das arquibancadas foram forradas com cerca de 600 toneladas de andaimes e escoramentos. Com conlusão prevista para junho de 2001, a reforma do patrimônio do futebol mundial estáá orçada em R$ 54 milhões infra-estrutura e também a modernização das cadeiras, tribuna de honra e arquibancadas.
Pontos e contrapontos
-Ganho de causa para os corretores imobiliários. Reivindicando há anos o direito para o exercício da atividade profissional qualificada em vendas, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis ganhou o primeiro round da batalha que trava com os bancos que, com carteira de crédito imobiliário abarrotada de inadimplentes, realiza periodicamente a chamada venda direta dos imóveis (adjudicados) restantes da comercialização em leilões e concorrências públicas esta sim, forma determinada (e obrigatória) por lei como primeira opção de venda.
A primeira contemplação veio da Caixa Econômica Federal, que, depois dos convênios firmados com o Creci dos estados do Piauí, Goiânia e Pará, oferta 1,2 mil imóveis aos corretores do Paraná. As vendas começam nesta segunda-feira em Curitiba, cidade com cerca de 600 imóveis adjudicados pela CEF. Na sequência estão Londrina, Maringá e Cascavel.
Do acordo, sai como maior beneficiário a própria Caixa que, a partir de agora pode ter, da prática dos profissionais qualificados, a solução para uma das difíceis equações originárias do SFH: revender (bem) os imóveis dos inadimplentes, que já representam cerca de 20% dos contratos firmados pela CEF.
-Alguma vantagem também mutuários do Sistema Financeiro de Habitação. O que era uma possibilidade para alguns transformou-se em lei para todos, ou pelo menos para os 1,023 milhão de brasileiros. A partir de abril, o custo do seguro habitacional, pago obrigatoriamente pelos mutuários do SFH, pode representar uma queda de até 6,73% no valor da prestação mensal. A redução foi possível devido à queda do sinistro (valor do prêmio) 25%.
A medida anunciada na quinta-feira pelo Ministério da Fazenda, vem complementar a MP nº 1981-42/98, e reeditada em dezembro passado, que oferecia a possibilidade de mudança de apólice em contratos sem cobertura do Fundo de Compensações, para contratos com seguradoras do mercado. Só que a autorização para o mutuário efetuar a mudança, realizada através de um aditivo contratual, estava atrelada a uma renegociação contratual.
O assunto foi tema de recente reportagem da Folha Imobiliária edição de 16 de janeiro. Em uma simulação, o diretor da Carteira de Crédito Imobiliário do Banestado, Adirley Estevan Sosnowski, mostrou as reais vantagens do benefício: em um financimento no valor de R$ 60 mil (prazo de 15 anos e juros anuais de 11%), com mensalidade de R$ 681,96 o custo do seguro (no caso o da Gralha Azul), acrescido nesta prestação, seria reduzido de R$ 100,98 para R$ 35,75.
-No contraponto, as últimas notícias para o setor produtor da construção civil. Primeiro o governo anuncia que comprometerá, neste ano, R$ 208 milhões para a construção de 55 mil novas moradias. Junto, com o que parecia ser duas boas notícias ampliação do mercado imobiliário e casa própria para famílias de baixa renda uma resultou em frustação para os construtores.
O novo programa será realizado através de parcerias, feita pela Caixa com Estados, municípios e ONGs. Ou seja, a prefeitura entra com o terreno, o Estado com os serviços de água, luz e esgoto e, ao invés da mão-de-obra oferecida pelas construtoras que amargam há anos por melhores dias, o regime de construção por mutirão os vizinhos, amigos, a própria comunidade.
Resultado, a classe empresarial que já estava se manifestando contra as (outras) últimas possíveis medidas intermediação financeira entre a construtora e o adquirente do imóvel, e a troca da TR pelo IGP-M como indexador do financimento imobiliário levanta a voz (em espaços cercados dos jornais) em defesa do fortalecimento da produção. Segundo os relatos institucionais de Sinduscons e Secovis, o crescimento do setor só pode ser edificado com ações mais estruturadas geração de empregos, que o sistema mutirão não promove; linhas de crédito específicas para as construtoras; e a aplicação de índices indexadores para o financiamento que meçam a real inflação do poder de compra da população, como o INPC ou IPCA.
Otis, projeto e-business
Empenhada cada vez mais em reforçar o carááter global em comunicação empresarial, a Elevadores Otis também utilizou o sistema de busca pela Internet, para estabelecer contato cada vez mais próximo e rápido com seus clientes. O projeto estratégico e-business, em funcionamento a partir de 1º de março, permitirá que a clientela mundial negocie diretamente com a empresa basta acessar o site, selecionar o idioma do país desejado e escolher um dos três serviços.
-e-display é um produto exclusivo que permite ao usuáário do elevador saber as últimas notícias, informações sobre o tempo, esportes e entretenimento através de um display conectado à Internet, instalado nas cabines dos elevadores. Este produto será mantido através de uma parceria entre a Otis e a NGN, com consultoria da IBM;
-e-direct por meio deste serviço inédito, o construtor, engenheiro ou arquiteto terá acesso imediato a informações necessárias para o design de seu elevador, obtendo ainda o orçamento;
-e-service partindo da filosofia estamos sempre com você, a Otis manterá contato permanente com seus clientes, monitorando seus elevadores e diagnosticando on line eventuais problemas, além de estar enviando informações atualizadas sobre seus serviços e produtos.
500 Anos, na arquitetura
Nas comemorações dos 500 Anos Brasil, também em acervo histórico, a trajetória da arquitetura brasileira. Além do site especialmente elaborado sobre o assunto http://arq500.cesar.org.br a Universidade Federal de Pernambuco, por intermédio da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da (FADE), firmou com a Caixa Econômica Federal convênio para a publicação do livro Brasil- 500 Anos de Arquitetura. A edição do maior compêndio de arquitetura brasileira de todos os tempos tem lançamento agendado, claro, para 21 de abril.
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