CEIC-PR, nova diretoria
Tomou posse na última segunda-feira, em Curitiba, a diretoria que norteará os rumos da construção civil paranaense e representará o Estado em ações e decisões junto às demais entidades do setor no País, durante este ano. Como presidente da Câmara Estadual da Indústria da Construção, assumiu o cargo o londrinense Clóvis Souza Coelho, do Sinduscon-Norte. Na vice-presidência administrativa, Eliel Lopes Ferreira Júnior, do Sinduscon-Paraná, e na vice-presidência financeira, Gilberto Piva, da Apeop Paraná.
Juntos, para o comando da diretoria executiva e do conselho fiscal, ainda estão outros presidentes e diretores das demais entidades filiadas à CEIC-PR como o Secovi, Ademi, Sicepot, Sinduscon-Noroeste e Sinduscon-Oeste. São eles, Adolfo Cochia Júnior, Ricardo Mion, José Carlos Martins, Hudson Chagas Bonomo e Carlos de Loyola e Silva, como vice-presidentes; Edenilso Rossi Arnaldi, Osvaldo Neves da Luz e Luiz Antônio Cossio, como membros efetivos do conselho fiscal; e, como suplentes, Lorival Pedro Miranda, João Guido Campelo e Ruy Sérgio Giublin.

CUB, cálculo ampliado
A partir deste mês, o Sinduscon-Paraná (Curitiba) passará a pesquisar também o custo do metro quadrado em construções comerciais, industriais e de casas populares. Portanto, além do CUB residencial – custo representativo mensal de habitações padrão HB 2N, para imóveis em prédio de oito pavimentos, dois quartos e padrão normal de acabamento, computado através de pesquisa na variação de preços no material e mão-de-obra -, o sindicato oferecerá, com exclusividade ao mercado construtor, indicadores específicos para os outros três tipos de construções.
Os novos cálculos serão realizados através de pesquisa mensal junto às empresas construtoras associadas, que determinará, através de projeto-padrão já estabelecido na Norma Técnica NBR-12.721 (versão 99) para cada um dos tipos de construção, quais os percentuais de custos e variáveis ocorridos na mão-de-obra, insumos e equipamentos.
-Referencial do valor mínimo cobrado pela indústria da construção civil para quem vai construir, comprar ou vender imóveis (novos), o Custo Unitário Básico é também um indicativo para os reajustes dos contratos do setor. Confira os valores válidos até 29 de fevereiro de 2000.

Placas Paraná, novos produtos
Depois da inauguração da mais moderna unidade de revestimento de painéis de madeira aglomerada pelo sistema de baixa pressão da América Latina, no parque industrial de Curitiba, a Placas Paraná amplia também sua linha de produtos. Já no mercado o OkaMaster EB, painel pronto para uso da indústria moveleira - dispensa acabamentos superficiais e suplementares em função das resinas utilizadas e aplicadas pelo sistema Electron Beam, que além de melhorar a qualidade do brilho aumenta também a resistência da madeira aglomerada em relação à abrasão e a produtos químicos.
Mais novidades: o painel para impressão e pintura OkaSuper e o início das obras de uma nova unidade industrial (Jaguariaíva, no Norte Pioneiro) para a produção exclusiva do MDF a partir de 2001.

Recebíveis, regras de mercado
Em sua primeira reunião do ano - 2 de fevereiro - o Conselho Monetário Nacional definiu regras para estimular o mercado de securitização de recebíveis, um dos pilares e sustentação do SFI-Sistema Financeiro Imobiliário, e ainda travado pelas altas taxas de juros.
O incremento pode vir da Resolução 2.686, em vigor desde o último dia 27, que aborda a possibilidade da oferta de maiores garantias aos adquirentes - coobrigação entre os detentores originais dos créditos e os compradores finais dos papéis. Ou seja, de comum acordo com o comprador do imóvel, uma instituição financeira pode assumir o compromisso de ‘bancar’ os riscos da operação, cujo haja inadimplência por parte dos adquirentes dos títulos.
Além disso, e através de outras fontes de captação de recursos que o governo pretende implantar, a possibilidade de que as operações com recebíveis passem a ter prazos mais longos, superiores aos dois ou três anos atualmente praticados. Segundo os especialistas do mercado, dessa forma, é possível levar a afeito a seguinte equação: SFI financiando a compra e SFH, fortalecido, financiando a produção imobiliária. E como resultado, um sistema mais ágil ajudando a deslanchar o lado fraco e desaquecido do mercado - o da produção.

Encontros marcados
-Vantagens e desvantagens da terceirização- Este o tema da conferência promovida pelo Instituto Brasileiro da Construção para o setor, nos dias 23 e 24 de fevereiro em São Paulo. Em questão a viabilidade, implementação e gestão, garantias de qualidade e produtividade, mecanismos e controle na implantação da terceirização para a indústria da construção civil brasileira. Mais informações pelo telefone (11) 258-5310.
-World of Concrete 2000- O departamento de Comércio dos Estados Unidos está organizando delegação oficial para visitar a maior exposição de equipamentos, maquinários e sistemas de concretagem em alvenaria de seu país, que será realizada de 21 a 24 de fevereiro, em Orlando, Flórida. Paralelamente serão realizadas visitas técnicas nas áreas de fachadas pré-moldadas de Glass Fibre Reinforced Concrete (GFRC), captação e conservação de energia, economia de pós-ocupação e até visita a grandes lojas e pontos comerciais de venda de material de construção. Mais informações pelo telefone (11) 853-2811.
-Curso Básico de Orçamento de Obras- Apresentar os métodos e critérios básicos para que engenheiros, arquitetos e técnicos possam elaborar com precisão a montagem de composições de preços unitários e de serviços da construção civil, é o objetivo do curso promovido pela PINI, que será realizado nos dias 16 e 17 de março no Sinduscon Paraná - Curitiba. Como palestrante, o engenheiro Mozart Bezerra da Silva, docente das disciplinas orçamento de obras e análise financeira aplicada à construção na PUC de Campinas. Mais informações pelo telefone (41) 352-6444.

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