Informe Mercado & Construção (Ligia Barroso)
DivulgaçãoA arquiteta Denise de Castro e o marido, o advogado e empresário Antônio Severo de Castro Jr., futuros moradores do Cezanne já têm uma idéia do que pretendem fazer: ‘‘Uma decoração que valorize ainda mais os amplos ambientes do apartamento’’.Conhecendo e fazendo planos
A Plaenge encontrou uma maneira original de driblar a ansiedade de quem compra um apartamento na planta e não vê a hora das obras terminarem. A 64 semanas do prazo para a entrega do edifício Solar Cezanne (rua Alagoas entre a Belo Horizonte e Higienópolis), a construtora londrinense já está apresentando aos seus clientes um apartamento do empreendimento totalmente pronto.
‘‘É uma unidade não decorada que possibilita ao cliente conhecer como ficarão os apartamentos do edifício, já com todos os itens do acabamento’’, comenta o diretor da construtora, Fernando Fabian. ‘‘É também o ponto de partida para começar a pensar em como seráá a decoração do seu próprio apartamento’’, completa.
Com unidades de 234 metros quadrados, o Solar Cezanne tem como um dos destaques a sacada com mais de 10 m2 e áchurrasqueira como item adicional. Duas vagas na garagem por apartamento e ampla área de lazer com piscina e miniquadra esportiva, completam os benecífios do empreendimento, localizado em destacado e valorizado quadrilátero da cidade.
Além de receber os futuros moradores, a unidade pronta do Cezanne estáá aberta também para as pessoas que queiram conhecer mais detalhes do edifício em construção.


Setor em esforço de guerra
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) procurou formalizar esta semana na Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, proposta para que os setores cartelizados da construção civil - os que fornecem ao mercado insumos como o aço, alumínio e o cimento - sofram tributação transitória.
‘‘Não queremos intervir na economia de mercado’’, argumenta o presidente da entidade, ex-deputado Luiz Roberto Ponte; ‘‘mas é preciso que o governo utilize os instrumentos que dispõe, entre os quais os jurídicos, para coibir os aumentos injustificáveis que já estão ocorrendo’’, declara.
O ‘‘esforço de guerra’’ que a CBIC está fazendo para evitar a volta da inflação está na parceria dos Sinduscons de todo o País com os revendedores de material de construção e entre seus associados. As entidades estão relacionando, através dos setores de compra das empresas construtoras, notas fiscais de todos os produtos que vêm sendo aumentados abusivamente depois da desvalorização cambial.
‘‘De posse das provas, diz Ponte, faremos uma denúncia formal na Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça’’. O presidente da CBIC usa como principal argumento de defesa do setor, o fato de que apenas 2% da construção civil depende de produtos importados; ainda assim, muitos destes produtos podem ser substituídos por similares nacionais.
Economistas explicam que o efeito dos reajustes por conta da desvalorização cambial afeta, em várias etapas e com diferentes intensidades, os vários grupos de preços. O pacto entre os Sinduscons ajudaria portanto a evitar a volta da indexação de preços e da espiral inflacionária no macrossetor da construção.
Mesmo em busca de fórmulas que ajudem a evitar a volta da inflação crônica e solicitando apoio a todos os segmentos integrantes da cadeia produtiva do construbusiness, o presidente da CBIC não vê com pessimismo o atual momento político-econômico. Na opinião de Ponte esse processo não se prolongará por mais do que três ou quatro meses, com a inflação chegando a 3% ao mês. ‘‘Se atuarmos com determinação e competência esse período será transitório; o Brasil tem todas as condições para chegar ao final do ano com a inflação sob controle, basta que todos contribuam’’.
Mas com ressalva: ‘‘Só que o exemplo deve ser dado pelo governo, que não deve permitir o reajuste de preços e tarifas sob o seu controle’’. Aí entram os combustíveis, a energia elétrica e serviços de telecomunicações.


Capacitando empresários
Convênio assinado entre o Sinduscon Paraná, através da Universidade Livre da Construção, e o Instituto Superior de Administração e Economia, da Fundação Getúlio Vargas, oferecerá mais uma oportunidade para promover a modernização das empresas de construção civil a partir de cursos permanentes para a qualificação da classe empresarial.
Serão oferecidos aos profissionais do setor cursos de pós-graduação, em nível de especialização, em diversas áreas: finanças, gestão empresarial, marketing e outros cursos de curta duração do ISAE-FGV. Segundo o presidente da Universidade Livre da Construção - Unicons, Luis Claúdio Mehl, o plano de cursos de interesse específico para o setor já está sendo definido e ‘‘inclui o desenvolvimento de um programa para formação de sucessores na direção das empresas’’, comenta.
O Instituto Superior de Administração e Economia da FGV atua nas áreas de educação, informação e consultoria e já formou mais de 700 executivos em cursos de pós-graduação. Responsável pelo cálculo de mais de 300 indicadores da economia brasileira a FGV também foi escola de vários ministros e dirigentes de empresas, de Engênio Gudin a Mário Henrique Simonsen. Também o mais novo sabatinado pelo Congresso para assumir oficialmente o Banco Central, Armínio Fraga é ex-FGV.
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