Informe Mercado & Construção (Ligia Barroso)
Informe Mercado & Construção (Ligia Barroso)
Pressionando e
reagindo aos ajustes
Primeira entidade parananense da indústria da construção civil a iniciar o movimento em defesa da sensatez - atitude necessária para enfrentar com calma e lucidez o atual momento econômico - e, em contra-partida, orientar associados para recuar e paralizar obras, caso seja preciso, diante dos indícios de aumentos abusivos no preço de muitos produtos da lista de material de construção, diretores do Sinduscon Norte do Paraná, Londrina, resolveram fazer mais.
Desde a última quinta-feira a assessoria técnica da entidade está elaborando e montando um novo banco de dados sobre o mercado. Os construtores londrinenses querem cadastrar novos e/ou antigos fornecedores de material de construção civil, que não tenham aumentando os preços em função da variação cambial - argumento injustificável, pelo menos até agora, para o setor que consome insumos essencialmente nacionais como o cimento, aço, tijolos, areia, cal...
A partir destes dados, uma central de compras será montada para que, através dela, as mais de 100 empresas associadas da região tenham condições de potencializar as compras. Vamos nos reunir e juntos aumentar o volume de compras e valores dos negócios, argumenta o presidente do Sinduscon Norte, engenheiro Clóvis Souza Coelho.
Segundo o presidente, a entidade reunirá tanto os dados dos fornecedores regionais e nacionais quanto os das empresas associadas com volume de obras nas cidades sob sua jurisprudência; no total são 37 municípios. Assim quem precisa de cimento, concreto ou até mesmo de elevadores, por exemplo, estará reunido e, em número maior terá também maior poder de compra e, claro, maior força para enfrentar os abusos ou aumentos injustificáveis, pondera Coelho.
Para os novos fornecedores de produtos que compõem a cesta básica de produção da indústria da construção um recado: Estamos recebendo propostas e abertos à negociação. Aos antigos fornecedores, principalmente os que detém o monopólio de mercado (cimento, alumínio, aço entre outros) um alerta: Estamos preparados para recuar com as compras e enfrentar radicalmente a situação.
Na palavra do presidente, mais um importante comunicado aos associados com contratos de empreita em andamento junto a órgãos públicos e com prazo a cumprir. Assim como enviaremos correspondência aos agentes financeiros que estão custeando a produção de obras de algumas de nossas associadas, também aos órgãos públicos mandaremos ofícios ou manteremos contatos pessoais para pedirmos apoio e entendimento. Acreditamos que assim como nós, também estes agentes e organismos federais, estaduais e municipais, querem ajudar a promover o restabelecimento da força econômica. A idéia é restabelecer o equilíbrio e não promover a desordem.
CUB-PR, a variação de janeiro
Viabilizar produção e manter estabilidade no Custo Unitário Básico das edificações: estas as maiores razões para o movimento construtor londrinense, já com reflexos em todo o Paraná (também estão sendo realizadas manifestações nacionais através das Câmaras Setoriais da CBIC).
Duas pesquisas de preços para o cálculo do CUB já apontam fortes reajustes de preços de alguns produtos, só nos últimos 15 dias. Em Curitiba, dos 40 itens pesquisados pelo Sinduscon Paraná no mês de janeiro, dez registraram aumentos médios que variam de 6% a 20%. O campeão foi o tubo de PVC, com reajuste médio de 20,43%, seguido de fios (20%), tintas (15,36%), vidro 3mm (10%), piso cerâmico (9,26%) e aço (6,56%).
O cimento, produto cujo preço tem grande peso na composição do custo da construção, já que representa mais de 5%, teve reajuste médio de 1,17% e acumula alta de 13,86% nos últimos 12 meses. Com isso, os aumentos de preços dos fornecedores tiveram reflexo direto no índice do CUB que apresentou, na capital parananense, elevação de 0,92% no mês de janeiro.
E em Londrina a situação não é diferente. Com uma variação de 0,41% em relação ao custo do mês anterior, o CUB pesquisado pelo Sinduscon Norte também apresentou alguns vilões em sua planilha de insumos: o aço, que subiu 10,77%, e o vidro. O vidro liso transparente de três milímetros aumentou 6,67% e o de 4mm, 7,69%.
Detalhe importante: durante todo o ano passado, período em que a variação acumulada do CUB no Norte do Paraná somou 4,27%, o vidro (de 3 e 4 milímetros) teve reajuste zero. Também zerado durante todo o ano de 98, a tinta PVA látex.
Confira os novos valores válidos até 28 de fevereiro de 99.
Apontamentos
-Entidade representante das empresas de compra, venda, locação, administração e incorporação de imóveis em todo o Estado, o Secovi-PR completou (dia 4, quinta-feira) 16 anos, confiante e apostando no crescimento do mercado imobiliário paranaense. Só nas duas últimas semanas, as consultas para a compra de imóveis cresceram cerca de 30%. Na avaliação do presidente da entidade, João Françolin Tomazini, quando existe instabilidade no mercado financeiro a procura por ativos como os imóveis aumenta. E como os imóveis, residenciais, comerciais ou mesmo industriais, são ativos seguros, num momento como este sempre acontece uma corrida para a compra e o número de consultas sobe substancialmente.
-Líderes mundiais em tecnologia de gesso, os grupos BPB (da Grã-Bretanha) e Matte (do Chile), inauguram oficialmente em 12 de março, a primeira fábrica de placas de gesso acartonado da região Sudeste, no Brasil. Os investimentos na unidade industrial de Mogi das Cruzes foram da ordem de US$ 30 milhões.
-A Pirelli Cabos estará apresentando, durante a próxima Fehab/Anamaco - 10 a 14 de maio em São Paulo -, os fios rígidos e os cabos flexíveis Pirastic, isolados em PVC-750 volts, nas seções de 1 a 6mm2 e fornecidos em caixas de papelão. Utilizados nas instalações elétricas residenciais, comerciais ou industriais (circuitos de 110, 220, 380 e 440 volts), como circuitos de tomadas, lâmpadas, chuveiros, eletrodomésticos e pequenos motores, esses produtos vão facilitar também o trabalho do instalador e do revendedor. Para o instalador, maior facilidade para retirar e guardar as sobras dos cabos; para o revendedor, as caixas de armazenagem proporcionam melhor organização de espaços e melhor visualização do produto nas lojas.
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