INFORME MERCADO & CONSTRUÇÃO
Aumentam os limites, para o PAR
A reivindicação da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, que não era recente, foi atendida no último dia 19 pela Caixa Econômica Federal: elevação em 12% nos valores-limite para a aquisição de unidades habitacionais dentro do Programa de Arrendamento Residencial PAR. Os valores do programa instituído em 1999, passaram de R$ 25 mil para R$ 28 mil nas regiões metropolitanas da capital paulista e do Rio de Janeiro, e de R$ 20 mil para R$ 22.400,00 no interior destes estados e no restante do país.
Os projetos já apresentados pelas empresas, que estão tramitando pela CEF, não terão os valores aumentados. Já para os projetos que envolvem recuperação ou reformas, ou façam parte de sítios históricos, será admitido que parte das unidades poderá apresentar valor unitário de aquisição até o limite estabelecido para o mercado até R$ 35 mil.
O PAR é voltado a famílias com renda até seis salários mínimos, em unidades habitacionais com área entre 37m2 e 42 m2. O arrendatário torna-se proprietário após 15 anos. A vantagem: prestação/arrendamento mensal equivalente (máximo) a 0,7% do valor de avaliação do imóvel. Ou seja, em imóveis de R$ 22,4 mil, não pode ultrapassar um custo mensal de R$ 156,80.
No Paraná, o programa era realizado originalmente apenas na Região Metropolitana de Curitiba, onde foram investidos de abril de 99 (quando foi criado) a agosto de 2001, quase R$ 32,5 milhões na construção de novas unidades habitacionais geralmente em parceria com prefeituras, companhias de habitação, cooperativas, ou mesmo com construtoras credenciadas.
''Mas desde o mês agosto, o programa foi estendido a outros oito municípios do interior do estado com população urbana com mais de 100 mil habitantes'', diz o gerente de mercado da superintendência da Caixa em Londrina, Olídes Millezi Júnior. Segundo ele, as propostas para o PAR podem agora ser estabelecidas também nas cidades de Londrina, Apucarana, Cascavel, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Maringá, Paranaguá e Ponta Grossa.
Ministério para a Habitação, em debate
A sugestão de abrir para discussão nacional a criação de um Ministério da Habitação Social e Desenvolvimento Urbano, e que proporcione uma política habitacional de longo prazo, foi encaminhada na segunda-feira (17) pelo presidente do Sinduscon do Estado do Rio, Roberto Kauffmann, durante a cerimônia de homenagem prestada pela entidade ao presidente da Câmara dos Deputados, Aécio Neves.
A importância da criação foi ressaltada pela necessidade de ter um interlocutor qualificado para o setor, com poderes para formular e implantar políticas eficazes. ''Além disso, o setor pretende conquistar a paridade no Conselho Curador do FGTS'', argumentou Kauffmann, explicando que o ideal seria um conselho composto por representantes, em número igual (governo, trabalhadores e empregadores) e com a presidência em sistema rotativo, a exemplo do que acontece com o Conselho do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). ''Só assim aplicaríamos corretamente o dinheiro do FGTS e teríamos programas habitacionais mais adequados.''
Durante o encontro entre presidentes, o do Sinduscon Rio lembrou ao da Câmara ''que dos R$ 3,8 bilhões do orçamento do FGTS de 2001, menos de R$ 3 bilhões foram aplicados. Sobrou mais de R$ 1 bilhão, o que é um absurdo...''
Outro ponto que o setor pretende discutir com a bancada nacional é a obrigatoriedade para que os bancos particulares apliquem o dinheiro da caderneta de poupança em habitação social. ''São R$ 20 bilhões da caderneta de poupança que deveriam ser aplicados a juros tabelados de 10% mais TR ao ano. E não livremente a 150% ao ano, como os bancos vêm praticando no cheque especial e no cartão de crédito''. Kauffmann acrescentou que setor já encaminhou minuta de resolução para o Banco Central com o objetivo de ''acabar com este escândalo que beneficia apenas os grandes bancos múltiplos''.
Coral, o alvo agora é o Sul
O plano da Coral para conquistar a liderança de mercado de tintas imobiliárias na região Sul: expansão da empresa, com a abertura de 10 lojas (exclusivas da marca) em 2002, principalmente no Paraná, estado em que ainda não atua, e Santa Catarina, onde só tem um ponto de venda no padrão Loja Cor.
No Rio Grande do Sul, a empresa possui sete lojas três em Porto Alegre as demais nas cidades de Santa Maria, Caxias do Sul, Novo Hamburgo e Passo Fundo. Ao todo são cerca de 1.500 clientes nos três estados da região, cujo faturamento anual soma perto de US$ 25 milhões no país a Coral fatura US$ 220 milhões.
''Somos a terceira marca no Sul, e no Brasil já estamos muito próximos da líder. Por este motivo vamos intensificar investimentos nesta região'', disse o gerente comercial da Regional Sul, Wanderlei Ferrari. Segundo ele, a meta da empresa em 2002 é investir US$ 500 mil na expansão da rede de vendas, e ampliar um resultado, positivo, já conquistado: ''Em apenas quatro anos tivemos crescimento de 65% no volume de vendas no mercado brasileiro'', destaca Ferrari.
Suvinil, com novo verniz SelfColor
Produto indicado para superfícies internas e externas de madeira, o verniz alta perfomance Stain, protege a madeira de rachaduras, trincas e formação de bolhas no acabamento. Segundo o fabricante, em função da tecnologia desenvolvida, é também eficaz contra os raios solares, tem ação repelente à água e fungos, protege contra o envelhecimento precoce, o desbotamento e a deterioração.
O novo verniz da Suvinil está disponível em embalagens de 3,6 e 0,9 litros, e está sendo comercializado nas cores incolor, mogno e imbuia, ou através do sistema SelfColor. O produto pode ser aplicado em superfícies externas e internas de madeira de portas, portões, janelas, decks de piscina, esquadrias, forros e móveis.
Disjuntor, o menor com potência
A Schneider Electric, empresa mundial especializada na fabricação de produtos e serviços para a distribuição de energia, controle e automação industrial, está lançando o Materpact NT o menor disjuntor de potência do mercado até 1600 A.
Compacto e com capacidade de interrupção de até 150KA, o aparelho possui as vantagens tradicionais dos disjuntores abertos como fácil extração, seletividade e manutenção reduzida, porém, acrescidas das funções integradas de comunicação e de medição de tamanhos otimizados.
Além deste, a Schneider também coloca no mercado brasileiro outra novidade o Masterpact NW, em dois tamanhos, um para correntes de 800 A a 4000 A e outro para correntes de 4000 A a 6300 A. Os disjuntores NT e NW também comportam unidades de controle eletrônicas, que integram funções como de proteção, medição, diagnósticos e análise de harmônicos, potências, cargas da rede e consumos. A transmissão desses dados são asseguradas igualmente, o que permite a otimização das instalações e uma manutenção preventiva.
Com nove filiais comerciais espalhadas por grandes capitais e 900 profissionais contratados, a Schneider Electric possui 270 representantes e uma rede comercial com mais de 2.800 pontos de venda espalhados pelo país. Os produtos e equipamentos são destinados às áreas de energia, indústria, infra-estrutura e construção predial, sendo comercializados por meio das marcas Merlin Gerin, Modicon, Square D e Telemecanique.
Encontro marcado
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