INFORME MERCADO & CONSTRUÇÃO
Cal, fora das conformidades
A denúncia de fraudes na fabricação do produto surgiu da própria Associação Brasileira dos Produtores de Cal (ABPC), que entrou na semana passada com uma representação junto ao Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, órgão da Secretaria de Direito Econômico, pedindo a suspensão da fabricação de cal hidratada de 24 marcas, produzidas por 22 empresas nacionais - duas delas do Paraná.
A entidade constatou, após análises técnicas feitas por auditores do Programa da Qualidade da Cal Hidratada para a Construção Civil, que os produtos não estavam em conformidade com a Norma Brasileira NBR 7175/92. De acordo com a ABPC, essas empresas estariam produzindo cal com qualidade duvidosa, enganando e lesando o consumidor do ponto de vista econômico e de saúde.
No Paraná, duas marcas apresentaram irregularidades: a Florical e a Morro Branco, ambas fabricadas no município de Colombo. Os demais produtos fora das especificações técnicas levam na embalagem as seguintes marcas: Ouro Branco, Silical, Rio Negro, Jandical, Pozofir, Imperial, Levecal, Damasceno, Procal, Primor e Primor Extra, Calbrás, Branca de Neve, Cal Prata, Calcin, Tropical, Calgeo, Minarca, Sikal, Belacal, Usecal e Calsibra.
A cal de segunda compromete a construção, apresentando problemas típicos de esfarelamento, manchas, trincas, fissuras e descolamento de reboco. A norma técnica específica do setor determina o grau de pureza mínimo de 88%. Os produtos misturados ou de segunda, no entanto, apresentam pureza muito baixa, geralmente inferior a 50%. De origem duvidosa, a cal de segunda normalmente é resultado da mistura de uma pequena quantidade de cal virgem e alguns tipos de materiais argilosos, como saibro, caulim, terra preta ou barro.
O primeiro efeito negativo dessa mistura é que o produto perde sua função aglomerante, fazendo com que os grãos de areia se descolem com o passar do tempo, tornando a argamassa facilmente esfarelável. A cal pura, por sua vez, dá maior durabilidade à construção, dificultando a penetração de água nos revestimentos e evitando a proliferação de fungos e manchas nas paredes.
Orinetação do consumidor - Para ter a garantia de que está levando cal de primeira, o consumidor deve prestar atenção na embalagem. Ela deve conter o selo de qualidade da ABPC e trazer a impressão ''NBR 7175'', que mostra o comprometimento do fabricante com a Norma Brasileira que regulamenta o produto. Outra dica importante é que o nome ''cal hidratada'' deve estar visivelmente impresso na embalagem, junto com o tipo de cal (CH-I, CH-II e CH-III). O consumidor não deve se iludir com denominações enganosas tais como ''preparador de argamassas'', ''produto de assentamento'' ou ''argamassa à base de cal''.
O Programa Setorial da Qualidade da Cal Hidratada para Construção Civil, criado em 1995, já conseguiu reduzir pela metade a adulteração nos produtos. Segundo o secretário-executivo da ABPC, Mauro Adamo Seabra, ''as irregularidades foram reduzidas para cerca de 20% da produção de cal. Em 1994, elas chegavam a 40% de todo o volume fabricado no Brasil''. O monitoramento já alcança 83% da produção nacional, o que representa 2.450 mil toneladas/ano. Quem fabrica cal adulterada está sujeito à multa de R$ 1.000,00 por saco de 20 kg, além do recolhimento do produto no comércio varejista e indenização ao consumidor.
Divulgação
Perez, agência na região Sul
Atuando há dez anos no mercado imobiliário londrinense, a Imobiliária Perez abre novos espaços, apostando firme no crescimento da região Sul da cidade. A nova filial, localizada na Avenida Inglaterra foi inaugurada mês passado, ''com toda a estrutura técnica e de pessoal necessárias para o tradicional atendimento já realizado há mais de uma década pela administradora de imóveis'', garante a diretora da empresa Fátima Perez que, junto com os sócios Luiz Roberto e Vergílio Perez está otimista diante das perspectivas de negócios para uma das regiões que mais cresce, em comércio e habitação, na cidade.
Prêmio da Acomac, na quarta-feira
A premiação para os ''Profissionais do Ano'' acontece na próxima quarta-feira, em Curitiba. Evento realizado anualmente pela Acomac e considerado o Oscar do mercado de material de construção, premia em 2001, no Paraná, 36 segmentos do setor que serão representados por 102 profissionais.
''Mas os vencedores têm uma característica em comum: a busca de soluções para incrementar as atividades do setor por intermédio de avanços tecnológicos, melhoria no atendimento, melhores oferta de produtos adequados às necessidades da revenda e do consumidor final'', ressalta o diretor social da Acomac-Curitiba, Humberto Giorgetti.
Além dos segmentos pesquisados para escolha dos ''Profissionais'', este ano será novamente premiado o representante Master 2001. A entrega, que acontece a cada dois anos, vem com novidade: além dos empresários do setor de material de construção, os próprios representantes, associados a Arecom Paraná, também ajudaram a escolher o profissional que se destacou entre os demais colegas, e a revelaçao acontece na mesma noite, durante o jantar no Salão Azul do Clube Curitibano.
Milton Tamura, presidente da Acomac destaca que os os dois prêmios tornaram-se o maior acontecimento do setor de material de construção do Sul do Brasil. ''Contemplam os profissionais que atuaram com sucesso e criatividade e com isso venceram barreiras, conseguindo agitar um mercado bastante concorrido, estabelecendo com seus clientes um relacionamento muito especial''.
Imagens de Curitiba, na Newsweek
A capital paranaense foi uma das duas cidades brasileiras escolhidas (a outra foi São Paulo) pela revista americana numa edição especial que vai circular em novembro, e mostrará as implicações do processo de urbanização em todo o mundo.
A edição faz parte de uma estratégia da publicação, que a cada ano elege um tema e debate tendências presentes em diversos países. A ''Issues 2002'' vai discorrer sobre o tema Planeta Urbano e vai abordar os problemas da urbanização acelerada, mostrando como algumas cidades ao redor do mundo estão tratando a questão. ''A revista vai trazer exemplos de centros urbanos que sentem os efeitos negativos deste processo, mas também terá exemplos de cidades que se prepararam e estão dando uma resposta interessante a este desafio'', diz Mac Margolis, jornalista correspondente da Newsweek no Brasil que entrevistou o prefeito Cássio Tanigushi e o o presidente do Ippuc, Luiz Hayakawa.
Segundo o jornalista, que vive no País desde 1982, o que é interessante na experiência curitibana é que a cidade passou pelas mesmas pressões da urbanização acelerada que ocorreram nos demais centros do Brasil mas conseguiu dar respostas criativas aos desafios enfrentados, optando por soluções ao mesmo tempo fabulosas e eficientes. ''São coisas simples, muitas vezes de baixo custo, com bons resultados.''
Encontro marcado
Custeio da Previdência Social - A palestra agendada para o próximo dia 7, em Londrina, será realizada pelo autor do livro com o mesmo título que é dirigido a empresas prestadoras de serviços e construtoras. Maury Ricetti abordará entre outros temas a responsabilidade solidária entre as empresas tomadoras e cedentes de mão-de-obra terceirizada. O encontro está marcado para as 18h30 no auditório do Ceal/Sinduscon, Rua Maringá, 2400.
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