Oferecer moradia para trabalhadores que recebam até três salários mínimos e liquidar o déficit habitacional (hoje estimado em quase 6 milhões de moradias) em um prazo de seis a oito anos. A proposta, fundamentada na parceria entre setor público e privado é do programa Habitação de Interesse Social (HIS), que aposta todas as fichas na cooperação mútua entre as empresas do setor e governo federal, estados e municípios.
O plano de ação foi apresentado durante o 4º Seminário da Indústria Brasileira de Construção – Construbusiness 2001, realizado no final de maio em São Paulo e organizado pela Fiesp. Técnicos do governo terão 30 dias para avaliar se é possível conceder incentivos fiscais para a construção de casas populares e de quanto será o impacto da carga tributária na confecção de uma cesta básica para os que ganham até três salários mínimos.
Resultado de um trabalho desenvolvido pela Comissão da Indústria da Construção (CIC) da Fiesp, sob orientação do professor Luciano Coutinho, da Unicamp, a idéia é financiar a construção de 650 mil casas/ano. Cada residência terá cerca de 50 m2 e vai custar algo em torno de R$ 7 mil. O investimento total é estimado em R$ 6 bilhões por ano. Denominadas ‘‘Habitação 1.0’’, tais moradias encontrarão na indústria da construção apoio necessário para que sejam executadas em grande escala, daí a necessidade de tecnologias alternativas para que a indústria da produção, o setor privado, tenha aporte e fôlego para conseguir participar do programa.
Do lado do governo, entre outras medidas, espera-se a ‘‘ampliação de recursos e diminuição de tributos’’, destaca o coordenador. Luciano Coutinho defende a criação de uma política de incentivo integrada e a redução da incidência tributária em três fases: desoneração da cesta básica de material para construção de HIS; desconto na declaração do IRPF de parte dos juros pagos na aquisição da primeira moradia; redução de outras taxas como a de administração e de aprovação.




DivulgaçãoO diretor da Técnica, Fabiano Ribeiro (o terceiro à direita), com o diretor de projetos da ABCP, Alexander Capela Andras, e o vice-presidente do Sistema Fiesc, Alcântara Corrêa
Concreto do Paraná, com selo de qualidade

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