Apesar do melhor desempenho, em razão do crescimento econômico do País e da redução das taxas de juros, crescimento no setor foi menor que o esperado: 2,7% estima o Setor de Economia do Sinduscon de São Paulo, em relatório divulgado semana passada.
O resultado da avaliação da conjuntura econômica provocou certa frustação na classe empresarial com o maior poder de produção, afinal as primeiras previsões oficiais indicavam um índice de expansão de 6% que posteriormente, foram reduzidas até atingir 3,5%.
Mas, segundo aponta o mesmo relatório, as perspectivas para 2001 são mais animadoras: se o crescimento econômico nacional situar-se em 4% com inflação reduzida e taxa de juros de 15%, a construção poderá registrar, na entrada do novo milênio, uma expansão entre 4,1% e 5%. E os segmentos de edificações residenciais, escritórios de grande porte e o de habitações sociais deverão puxar esse crescimento.
O otimismo é consequência de uma outra ‘operação matemática’ elaborada pelo maior Sindicato da Habitação do País, o Secovi de São Paulo: o setor popular foi apontado por 76,7% de um grupo de 50 empreendedores entrevistados (em diversos estados) como um dos segmentos mais promissores de negócios em 2001; e a implementação de escritórios de grande porte, é ponto de partida para atender a demanda dos grupos estrangeiros que estão ampliando a participação de seus negócios no mercado brasileiro.
Os números das duas entidades, portanto, não revelam apenas motivos para frustrações ou tristezas. Ao contrário, no balanço final estão registrados também dois importantes pontos de recuperação: ainda que modesto, o crescimento da construção civil em 2000 contribuiu para um melhor desempenho das empresas do setor – ‘‘pelo menos quando comparado com os resultados de agosto de 1999, quando a construção encontrava-se em situação bastante ruim’’; e o emprego no setor teve uma expansão bastante superior que o da taxa de crescimento econômica projetada – ‘‘3,6% nos primeiros nove meses do ano, comparado com 1999.
Em relação ao desempenho das empresas, o segmento de infra-estrutura liderou a expansão, com um crescimento de 15%, seguido pelos serviços de engenharia e arquitetura, atividades relacionadas ao planejamento de investimentos, com 7,3%. No emprego, as regiões que lideraram esse crescimento foram a Norte e Centro-Oeste, com taxas de expansão de 10% e 8,1%, respectivamente. Mas foi São Paulo, conclui o relatório do Sinduscon, cuja expansão atingiu 4,5%, ‘‘o Estado que mais contribuiu para o saldo positivo no País, em função de seu peso relativo em relação às demais unidades da federação’’.
Na avaliação do sindicato paulista, a dificuldade de retomada da construção civil brasileira se deve à lenta recuperação dos rendimentos dos trabalhadores, o que dificulta a formação de poupança; a taxas de juros ainda elevadas, que não estimulam investimentos de longo prazo na construção e impedem o SFI de ter um impulso maior; e à Lei de Responsabilidade Fiscal, que se traduz numa contenção dos investimentos de estados e municípios visando ao equilíbrio orçamentário.

Em Curitiba, produção cresceu 12%

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