Informe Mercado & Construção
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Ajustando medidas
Em balanço anual, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil enfoca as dificuldades do setor em 98, provocadas essencialmente pelo impacto das altas taxas de juros e do desaquecimento da economia. Luis Roberto Ponte, presidente da CBIC diz que a perda de dinamismo no setor foi detectada desde o início do segundo trimestre e vem se acentuando, mês a mês, mesmo depois da adoção de medidas como o pacote habitacional, anunciado em julho pelo governo.
Segundo Ponte, as perspectivas para 99 não são mais animadoras, pois apontam para uma performance pouco expressiva do setor, caso não seja revertida logo a atual política de juros. Diz que, apesar da expectativa de expansão do setor se situar em apenas 3%, só no primeiro trimestre do novo ano, a estimativa de queda para a construção civil é maior: 3,6%. As previsões podem se tornar mais otimistas se forem feitos investimentos em infra-estrutura, por meio de privatizações e concessões de serviços públicos.
Na avaliação do presidente da CBIC, a indústria da construção civil será uma das áreas de produção mais afetadas, nos próximos meses, em decorrência do pacote de ajuste fiscal. Para enfrentar a crise, o setor deverá trabalhar com cautela, reduzindo seu nível de atividades, adequando-o às reais possibilidades de pagamento dos futuros compradores de imóveis, ao mesmo tempo em que deverá aumentar a pressão para que o governo deixe de utilizar, nos financiamentos habitacionais, índices de correção monetária irreais, como a TR, que tornam impossíveis os contratos de longo prazo.
Para o também deputado Luis Roberto Ponte, as medidas que têm que ser tomadas são aquelas que viabilizem a conclusão das reformas adminitrativa, da Previdência, das Relações do Trabalho e, principalmente, a Tributária. Somente com essas reformas aprovadas poderemos ter uma economia saudável e, por consequência, uma retomada sustentada das atividades do setor da construção.
ReproduçãoRevista SindusconBalanço no Paraná
Mercado: construindo no caos é o primeiro capítulo do balanço de atividades e serviços realizados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná, durante a gestão 95/98, editado em revista este mês.
As ferramentadas usadas pela entidade para o trabalho de alicerce na formação de mão-de-obra qualificada, na implantação de novas tecnologias, no auxílio para a busca de parcerias e serviços de apoio para a conquista de novos mercados, também estão listados com prioridade.
Enumeradas também, as estratégias usadas pelo órgão porta-voz do setor da construção parananense em defesa de melhores condições de mercado; na abertura de participação em comissões técnicas da área imobiliária e de obras públicas; e na promoção de pesquisas de mercado e estatísticas para o auxílio, no planejamento dos negócios, de seus associados.
Tempo de trabalho sob a presidência do empresário Gustavo Berman (gestão 95/98), o balanço edita também o início das atividades e serviços propostos pela atual diretoria do Sinduscon Paraná. Sob o comando do empresário curitibano Eliel Lopes Ferreira Júnior, o construbusiness é a proposta para os próximos três anos: investimento na geração de empregos, receita e negócios na maior cadeia produtiva do país.
Formando profissionais
Um novo espaço foi criado em Curitiba para a formação de profissionais do setor da construção civil e de apoio tecnológico ao empresário. A Área da Construção Civil do Senai, inaugurada há duas semanas, é resultado da parceria do Sinduscon e Sistema Fiep.
Instalada em 600 metros quadrados, a Área da Construção possui três salas para treinamento teórico, com moderno material didático composto por fitas de vídeo, apostilas e manuais, e salas polivalentes para as aulas práticas, dotadas de equipamentos utilizados nas atividades normais da construção.
Além do tradicional apoio ao treinamento na área operacional da construção, estão sendo oferecidos novos programas nas áreas de qualidade e produtividade, suporte de informática e gestão empresarial na construção civil.
Todas as empresas do setor terão acesso, através do quadro associativo do Sinduscon, aos cursos oferecidos no novo espaço do Senai. São cerca de 30 cursos básicos operacionais para pedreiros, carpinteiros, eletricistas, azulejistas, pintores e outros profissionais, com aulas práticas e teóricas, na Área da Construção e através de unidades móveis nos canteiros das empresas.
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