Informe Mercado & Construção
Mario CesarLinha de produção da Eliane, em LondrinaBatendo recordes
Instalada em 1990 em Londrina, a unidade parananense da indústria Eliane-Pisos e Revestimentos Cerâmicos bate este mês o recorde mensal de produção: 355 mil metros quadrados de pisos com qualidade em torno de 92%. Quase 10% da produção total apresentado pelo grupo Eliane em suas 13 unidades brasileiras - 3.800 milhões m2. Com sede em Cocal do Sul, Santa Catarina, onde tem cinco fábricas, a empresa mantém outras duas unidades no município de Criciúma, uma no Espírito Santo, outra em Minas Gerais e mais duas na Bahia.
Crescendo, ano a ano em torno de 10%, a unidade londrinense mantinha, até o mês passado, uma média mensal de 335 mil m2 com qualidade de 87%. ‘‘Mantendo este novo ritmo de produção mensal e alcançando novos índices de qualidade do produto, existe a perspectiva de duplicarmos este volume nos próximos dois anos. Nosso objetivo é atingir uma produção de 700 mil metros quadrados mês’’, diz o gerente geral da fábrica, em Londrina, Paulo Portinhon.
Exportando 26% de sua produção, a unidade londrinense faturou em 97, US$ 22 milhões. ‘‘A expectativa para este ano é de chegarmos a US$ 25 milhões’’, diz o diretor administrativo financeiro Wilson Tanida. Para alcançar o recorde histório foram investidos, em 98, cerca de US$ 800 mil. ‘‘Com a conquista destes resultados já é possível pensar em tirar da gaveta projeto de investimentos para a Eliane Londrina, da ordem de US$ 13 milhões, ao longo dos próximos dois anos’’. Tanida completa: ‘‘Além destes recursos, a geração de mais 100 empregos diretos e quase outros 500 indiretos’’. Atualmente a indústria emprega, na linha de produção, 125 funcionários e proporciona outros 400 empregos indiretos.

Ampliando mercado na região Sul
Capacidade de atendimento e assistência permanente no canteiro de obras foram fatores decisivos para assegurar à empresa fluminense SH Fôrmas, Andaimes e Escoramentos, a liderança em seu segmento, na região sul do país. A filial de Curitiba (que atende toda a área) já é o segundo centro em importância de negócios: estão sendo fornecidos, no momento, 3.200 toneladas de equipamentos.
Só na obra do Estádio do Atlético Paranaense, a primeira arena do Brasil, com 56 mil metros quadrados de área construída, estão sendo utilizadas 400 toneladas de equipamentos entre torres LTT de escoramento tubular e perfis para cimbramento. Ainda na capital parananense e região metropolitana, a SH está presente nas obras do edifício dos Correios, supermercados, Chrysler, Audi e Renault.
No Rio Grande do Sul, a SH Fôrmas já mantém um posto avançado em função do vulto dos empreendimentos aos quais atende - na obra de expansão do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, estão sendo utilizadas 650 toneladas de equipamentos entre treliças, torres, perfis e sistema de fôrmas para paredes e pilares. Mas é no município de Itaara, interior do Estado, que a empresa líder em seu segmento está tendo oportunidade de mostrar o que há de mais sofisticado em tecnologia para paredes de grande porte. Na construção da barragem de captação de água de Val de Serra, onde está sendo utilizado o sistema de concreto rolado para a construção do paredão de 34 metros de altura, o processo otimizou também o cronograma: as obras de concretagem serão finalizadas sete meses antes do prazo previsto.

Buscando novos mercados
Fabricante da já conhecida (principalmente entre os paranaenses) churrasqueira Apolo, a indústria Weber, de Londrina, continua caminhando em busca de novos mercados: a indústria da construção civil. Dirigindo há 11 anos sua produção mensal média de 1.500 peças entre o consumidor final e revendedores em quase todos os estados brasileiros, a empresa vai mostrar a construtores, engenheiros e arquitetos, em seu estande de vendas instalado na Construir 98, no Rio de Janeiro, o tamanho do custo benefício do seu produto.
Produzida em cinco tamanhos com três tipos de chapa (galvanizada, esmaltada e em inox), as churrasqueiras têm preço variando entre R$ 175,00 e R$ 1.250,00 (modelo industrial, esmaltada com tampo em inox e capacidade para 80 quilos). ‘‘O maior benefício é que funciona’’, ressalta Geraldo Cantoni Cavalcanti. O fabricante tem motivos para usar o argumento. A Apolo foi a indicação de arquitetos paulistas como boa opção de produto, na última edição da revista Arquitetura & Lazer.



Aumento de demanda
A produção de concreto é outro setor que tende a crescer, a curto prazo, em todo o país. Analistas da indústria da construção civil apostam nas concessões de estradas para o setor privado e na substituição do asfalto pela matéria-prima como principais fatores indutores ao aumento de demanda.
Este também seria um dos motivos para o ingresso da Cimento Itaú neste segmento. A empresa, que tem seu mix atual de produção composto basicamente por cimento a granel e ensacado, comprou 25% das ações da holding Geral de Concretos, controladora das empresas Engemix, Concrelix e Concremaster.
Com um volume de produção projetado em 41 milhões de toneladas para este ano, o setor de cimento no Brasil espera, com a maior demanda de concreto, atingir novos nichos de mercado. ‘‘Mas o preço do cimento ainda está alto e encarece a produção para empresas que o utilizam como matéria-prima’’, argumenta o diretor da Geral de Concreto, Marco Pedroso. Também diretor da Engemix, Pedroso diz que a demanda só crescerá de forma significativa, ‘‘caso exista a paridade entre o preço da tonelada de cimento e do metro cúbico de concreto. Há previsões, e se ocorrer de fato, beneficiará todo o mercado de construbusiness’’.
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