Informe Mercado & Construção - Ligia Barroso
Informe Mercado & Construção - Ligia Barroso
DivulgaçãoRealizado pelo Secovi Regional Londrina, o Pregão Imobiliário completou, no último dia 12, cinco anos de atuação na cidadePregão, o termômetro do mercado
É através do Pregão que o mercado ordena a comercialização do produto imobiliário na cidade, argumenta o imobiliarista que comanda mensalmente as reuniões promovidas pela Delegacia Regional de Londrina do Secovi-PR.
Presidente do Pregão Imobiliário há cinco anos, José Carlos Delalibera diz que, além de termômetro do mercado, pois quantifica a movimentação dos negócios imobiliários realizados pelas administradoras associadas do Sindicato da Habitação londrinense, esta iniciativa qualifica corretores, pois ilustra regras de comportamento ao profissional que atua nesta área.
Sobre o atual momento - ofertas reprimidas e baixa movimentação tanto em vendas quanto em locação - ele analisa a situação sob a ótica de quem, há 24 anos, colhe concretos subsídios deste mercado: Nas vendas é um momento atípico. As poucas ofertas disponíveis para vendas são resultado da falta de novos empreendimentos; ou seja, Londrina já sente o reflexo da falta de uma política habitacional justa para o setor da produção, da indústria imobiliária, que limita, em função dos altos custos, os lançamentos de novas unidades. E isto ocorre ao mesmo tempo em que houve uma grande procura por imóveis, como garantia de compra segura, por parte dos investidores e poupadores, ocasionada pela desvalorização do real e não do bem.
Menos prejudicado está o mercado de locação. A menor procura é razão da entre safra; a normalidade volta a partir de junho e julho, quando são retomados os volumes em negócios, em função das transferências domiciliares que esperam as férias escolares ou novas habitações para os vestibulandos e futuros universitários que vão fixar residência na cidade.
Buscando reforços sólidos
Em artigo intitulado Ergueu no patamar quatro paredes sólidas... e distribuído às entidades brasileiras do mercado imobiliário, o empresário Walter Lafemina, presidente do Secovi-SP, o maior sindicato da habitação do país, descreve seu constrangimento em relação à incapacidade do setor de fazer com que o governo federal se sensibilize com a indústria da construção civil, geradora de 17,5 milhões de empregos diretos e indiretos, segundo os últimos estudos do IPEA/IBGE.
Lembrando que para impedir a demissão de quase 3 mil funcionários numa fábrica automobilística o executivo federal abriu mão de algo que lhe é vital - impostos, Lafemina diz não conseguir entender porque o operário da construção civil, embora menos qualificado, não é considerado igualmente um cidadão.
Sabemos que existem mecanismos para promover a retomada do setor imobiliário e estimular a contratação de mão-de-obra, inclusive por meio de redução de encargos sociais. Diz mais: Basta querer. Segundo ele, as autoridades brasileiras, dispostas a buscarem uma alternativa imediata, encontrarão a solução nas propostas pleiteadas, há tempos, por representantes do setor.
Discutindo metas e ações
Porto Alegre será a cidade sede do 70º Encontro Nacional da Indústria da Construção. Agendado para os dias 19, 20 e 21 de maio, o primeiro ENIC deste ano espera reunir, uma vez mais, empresários de todo o país, para discutir as metas e ações traçadas pelo e para um dos maiores setores industriais produtivos do país.
Ainda na pauta de trabalho das comissões, avaliação e divulgação de atividades voltadas essencialmente em benefício dos trabalhadores e consumidores. Dentre as apresentações programadas, a participação do Sinduscon Norte do Paraná (Londrina). Na plenária, o projeto de escolaridade, implantado pela entidade em outubro do ano passado, para o ensino de alfabetização e de primeiro grau, a mais de 300 trabalhadores de canteiros de obras da cidade, e os resultados dos concursos de qualidade, promovidos anualmente e, até então, iniciativa inédita entre outros sindicatos brasileiros.
-Veja reportagem e relação dos vencedores do 3º Concurso de Qualidade na Construção Civil, nesta edição.
Reforma e manutenção
O mercado tem vivenciado com otimismo o crescimento do segmento faça você mesmo, uma tendência que vem ocupando cada vez mais espaço e despertando o interesse dos consumidores que desfrutam das novidades e vislumbram a possibilidade de interagir diretamente nos ambiente, dado o seu toque pessoal em projetos, seja na reforma, manutenção ou decoração de sua casa.
Atenta a esta tendência, a Fehab/Anamaco, feira da indústria da construção que será realizada entre os dias 10 e 14 de maio em São Paulo, estará apresentando o Programa de Cursos e Bricofichas, com o objetivo de introduzir um serviço diferenciado aos visitantes. Esses, além de estimular ainda mais a realização desse tipo de atividade, amplia as informações sobre a utilização dos produtos de material de construção, que influenciam de forma direta a decisão de compra por parte dos consumidores e profissionais do setor.
As Bricofichas, folhetos que ensinam passo-a-passo a execução de temas relacionados à manutenção e decoração da casa, complementam a informação e divulgam, de modo mais abrangente, os serviços, informações e os produtos disponibilizados pela empresa.
Para realizar o programa, os organizadores estão montando um estande com cinco salas planejadas para cursos práticos e teóricos, com enfoque nas áreas de pintura, elétrica, marcenaria, hidráulica, alvenaria/acabamentos e decoração.
Informações e sugestões para Informe Mecado & Construção via e-mail: [email protected]





