Informe Mercado & Construção - Ligia Barroso
O turbilhão de mudanças na economia nacional parece não incomodar os proprietários e lojistas que investiram no ramo de shopping center. O faturamento do setor caiu apenas 3% em relação a 97, chegando aos US$14 bilhões e deve atingir um crescimento de até 5% este ano.
Segundo pesquisas da Associação Brasileira de Shopping Centers (ABRASCE), entidade que reúne 150 dos maiores shoppings do país, o que mudou com a flutuação das vendas é o perfil de consumo. De acordo com Henrique Falzoni, presidente da ABRASCE, o que alterou o panorama foi a grande variedade de artigos a preços mais competitivos. O consumidor optou por itens de menor valor afetando os índices de venda. No entanto, o movimento cresceu 11,4% em relação ao ano anterior conforme indica o controle de fluxo de veículos e usuários dos shopping centers.
Desde a inauguração da primeira unidade, em 1966, o setor brasileiro de shopping centers apresenta um notável crescimento: o número de unidades tem dobrado a cada cinco anos. A partir dessa sólida base, a indústria brasileira desses centros de compras começa a investir em novos e ousados projetos no mercado sul-americano.
O trinômio lazer, alimentação e serviços forma uma tendência marcante na evolução recente no país. Nos próximos qutro anos, os investimentos no setor devem ultrapassar a marca dos US$ 4 bilhões. As vendas dos shoppings em 1998 representaram 17% do faturamento de todo o varejo nacional, excluído o setor automotivo.
Esta indústria do comércio também vem demonstrando grande vitalidade, contribuindo para o progresso da qualidade de vida no Brasil e desempenhando importante papel na economia, como geradora de cerca de 271 mil empregos diretos, e com expressiva influência junto à comunidade.
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