Indústria que popularizar uso de chapa de gesso acartonado
PUBLICAÇÃO
sábado, 16 de outubro de 2004
Agência Estado 
São Paulo - O consumidor final está na mira da Associação Brasileira dos Fabricantes de Blocos e Chapas de Gesso (Abragesso), que reúne as grandes fabricantes mundiais de chapa de gesso acartonado (drywall) instaladas no País. A estratégia da entidade é ampliar a divulgação do produto, na esteira do crescimento de consumo verificado no segmento imobiliário residencial. E, de quebra, preparar terreno para um novo mercado, o de kits em ''drywall'' no conceito ''faça você mesmo''. ''Isso será em outra fase do mercado. Neste momento, queremos divulgar o produto para ampliar os negócios em reforma e retrofit (revitalização de prédios antigos)'', afirma o membro da Comissão de Comunicação e Marketing da Abragesso, Allen Dupré.
Por enquanto, afirma Dupré, a participação do consumidor final no mercado brasileiro de ''drywall'' é ínfima. ''Há um potencial grande em reforma de residências e em montagem de espaços para home theaters por conta do conforto acústico. Mas a participação ainda é próxima de zero'', afirma. Para crescer nesse mercado, a proposta da entidade é aproveitar a aceitação das chapas de gesso acartonado pelas construtoras que atuam segmento residencial e o contato do consumidor final com o produto por intermédio dos imóveis e, assim, vendê-lo para as outras aplicações. ''Vamos mostrar que o consumidor final pode mudar sua casa sem sujeira e com rapidez se utilizar o drywall'', resume.
Até dezembro, o consumo de chapas de gesso no País - que serve como indicador do volume de ''drywall'' comercializado - deve chegar a 13 milhões de metros quadrados, 15% mais que o apurado em 2003. Esse índice de crescimento, acrescenta Dupré, será mantido pelos próximos anos caso se confirme a retomada dos negócios da construção civil no País. Em 2003, toda a cadeia de negócios de ''drywall'', incluindo as três fabricantes (a francesa Lafarge, a britânica BPB e a alemã Knauf), fornecedores de perfis estruturais de aço, fornecedores de massas específicas e instaladores, movimentou cerca de R$ 500 milhões, segundo cálculos da Abragesso.


