Indústria de aquecedores solares em expansão
PUBLICAÇÃO
domingo, 08 de novembro de 2009
Gisele Mendonça<br>Reportagem Local 
A indústria de aquecedores solares no Brasil cresceu mais de 200% nos últimos sete anos. Em 2002, o país tinha 1,6 milhão de metros quadrados desses equipamentos instalados; hoje são 5 milhões de metros quadrados. Há 140 fabricantes que geram 19 mil empregos. Mas o setor ainda tem muito para crescer, principalmente em relação a projetos governamentais. A GET - Global Energy & Telecom, localizada em Cambé, está entre as principais empresas nacionais que investem neste mercado.
Com a necessidade de produtos ecologicamente corretos, a empresa se especializou em 2005 em sistemas de aquecimento solar para banho e piscina, fabricando equipamentos para uso residencial, industrial e comercial. Tendo como base uma fonte inesgotável de energia - o sol -, os equipamentos ajudam a economizar energia elétrica, contribuem com o meio ambiente, além de gerarem valorização do imóvel.
João Ávila, diretor da empresa, observa que ainda existe muita desinformação sobre o assunto no Brasil. ''Muitos ainda acham que aquecimento solar é só para casa. Mas os prédios também podem ser atendidos, inclusive com medidores individuais'', destaca. Outro equívoco, segundo ele, é achar que o sistema é caro.
''Em um prédio, o preço fica entre R$ 500 e R$ 600 por apartamento, levando em conta coletores solares de 200 litros (suficiente para o banho de uma família de três a quatro pessoas)'', afirma. Aplicado a casas populares, um sistema do mesmo porte fica em torno de R$ 1,4 mil. Caso a família queira obter água quente também nas torneiras, o ideal seria optar por coletores de 400 litros.
O novo foco do mercado são os projetos governamentais de sistemas de aquecimento solar, tendo em vista o programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida. Neste sentido, a empresa de Cambé prepara a entrega de 2.333 equipamentos - projeto no valor de R$ 3 milhões - destinados a casas populares em várias cidades do interior de Goiás.
Ávila destaca que a redução nos gastos com energia elétrica pode chegar até 70% numa residência com sistema de aquecimento solar. O ideal, segundo ele, é acoplar a instalação do dois sistemas. ''Quando falta sol, a energia elétrica entra em ação'', diz. Ele destaca que as próprias companhias de energia elétrica estão incentivando também a utilização da energia solar.
Acompanhando a evoulução do mercado, a Get espera aumentar 15% o volume de produção em 2010. Com 140 funcionários, a empresa fabrica hoje 2 mil aquecedores solares de piscina por mês e mais 1 mil equipamentos para residências. Eles também produzem aquecedores eletrônicos para banheiras - 1,5 mil/mês. Além do Paraná, as vendas se concentram nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Para o ano que vem, o plano é expandir para a América Latina, começando pelo Chile.


