Indústria conta com os incentivos do governo para vencer crise econômica
Ligia Barroso
A redução nas taxas de juros, na excessiva burocracia e na inadimplência de mutuários, e as medidas de estímulos anunciadas pelo governo através do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) - que voltou a financiar moradias - são hoje alicerce e estímulo para que a construção civil, um dos segmentos mais competitivos da economia, supere a crise.
No Paraná, os negócios imobiliários voltaram a crescer, assegura o diretor de operações da Cidadela, Raul Pinheiro Machado, ao anunciar a entrega de perto de 500 apartamentos residenciais do Plano Leve até o final do ano. Com esta nova etapa de investimentos semeados pela construtora curitibana, serão entregues 1.800 moradias até o final do ano 2000.
Ficou claro o consenso de que a construção é a melhor saída para o país, pois situa-se dentro de uma cadeia produtiva, gerando alguns milhares de empregos diretos e indiretos, reagindo a uma demanda habitacional de mais de 5 milhões de moradias, argumenta Machado.
Com o lançamento de uma linha especial de crédito, de forma descomplicada, os compradores do Plano Leve poderão zerar seu escore de prestações, antecipando o direito de tomar posse do seu imóvel.
No âmbito do SFH, ficou evidente a preocupação dos agentes financeiros em desburocratizar o acesso à casa própria e amenizar a taxa de juros no setor que mais contribui para a retomada do crescimento econômico. Felizmente, está havendo uma rápida reversão no quadro recessivo, a indústria parou de demitir, os indicadores são positivos para a economia neste segundo semestre e o Paraná se destaca na terceira melhor posição no ranking industrial com um crescimento de 7%, perdendo apenas para o Rio (11,7%) e para a Bahia (9,9%) ilustra o diretor da construtora.
Segundo Machado, o quadro atual é favorável para os empreendimentos, depois de um período difícil em que foi preciso que o setor se ajustasse às mudanças econômicas. Em contrapartida, investimos em tecnologias construtivas, barateamos os processos produtivos e alcançamos ganhos de produtividade. Agora é momento de colher os investimentos semeados com provas concretas de que o setor habitacional vai bem.
Explica que por causa da situação atípica enfrentada pelo setor, tanto a construtora como seus clientes sofreram com o descompasso no cronograma das obras. Mas esta fase foi superada com o recomeço das obras e as entregas já acontecendo. Mesmo antes de investir aproximadamente R$ 15 milhões, oriundos do novo sistema de financiamento, estamos entregando quatro blocos, num total de 54 apartamentos, nos condomínios Nova Atlanta e Nova Cidade, em Curitiba; e mais 32 unidades no Lagoa Dourada e MontBello, em Ponta Grossa.





