Curitiba - O acesso ao crédito e financiamentos deram à classe média um poder de fogo atraente às incorporadoras. Agora são as empresas que correm atrás dos consumidores oferecendo imóveis novos com qualidade a um precinho que uma gorda fatia do mercado pode pagar. A parceria entre as incorporadoras Monarca de Curitiba e a paulistana Fit, para os próximos dez anos, é o reflexo do bom momento para o setor. O objetivo é oferecer na capital, imóveis para proprietários com renda entre cinco e 20 salários mínimos, com possibilidade de investimentos com valor entre R$ 70 mil e R$ 200 mil e financiamento de 30 anos.
Dentro de dois anos, eles entregam as chaves de um empreendimento no bairro Portão sob o conceito condomínio-clube. O produto, conforme revelaram os parceiros, vai valorizar ofertas vistas antes apenas em apartamentos de luxo como área de lazer com academia, espaço de relaxamento e brinquedoteca; além da segurança reforçada.
''A classe média não aceita mais os condomínios populares com o estigma de mau acabamento. O mercado exige o bom, bonito e barato, ou seja, qualidade que não impacte o orçamento com prestações absurdas. É possível ter valores competitivos quando se trabalha em escala e padronização'', comenta a receita do sucesso, o presidente da Fit, Newman Brito.
A empresa aliou-se à Graúna, em Londrina, para um lançamento imobiliário na cidade. O investimento de R$ 45 milhões, disponibilizou unidades de três quartos na média de R$ 150 mil. ''Um dos focos é atingir o futuro proprietário que tem a intenção da compra, mas não sabe que tem poder para isso'', diz o diretor da Monarca Seme Raad Filho.
O setor de construção civil cresceu 8,8% no primeiro trimestre deste ano no Estado - a maior taxa de expansão desde 2004. Segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-PR), o desempenho poderia ser ainda maior se aumentasse a oferta para consumidores de média-baixa ou baixa rendas, onde o déficit habitacional chega a 8 milhões de unidades residenciais. Somente em Curitiba, o número de alvarás concedidos para novas construções (residenciais e comerciais) aumentou 52% entre janeiro e abril deste ano, em relação ao período anterior (843.952 m2).

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