A instalação de quase 400 boxes comerciais no Calçadão (entre as Ruas Professor João Cândido e Avenida São Paulo) preocupa os comerciantes do centro de Londrina. O motivo é a falta de infra-estrutura do local. Segundo eles, o crescimento na quantidade de pessoas circulando pela Avenida Paraná tornará a região mais suja e insegura. ''Quem trabalha naquela área observa - diariamente - o acúmulo de lixo em frente às lojas no final da tarde. E o pior é que atrás dele surgem animais peçonhentos como, por exemplo, ratazanas e mosquitos'', detalha Elizabeth Haoli, proprietária da Ibrahim Presentes, que será vizinha do novo camelódromo, a ser instalado na Galeria Augustus.
Sinézio Scudeler, antigo comerciante de trajes masculinos, preferiu vender o ponto no Calçadão e transferir-se para o Shopping Canziani. Na opinião dele, é melhor trabalhar numa galeria e faturar menos do que afastar a clientela cativa. ''Há muito tempo, reivindicamos à prefeitura a conservação do petit pavê, que está cheio de falhas (buracos); varrições e lavagens mais frequentes e, principalmente, policiamento. Infelizmente, não fomos atendidos e quem perde com isso é toda a sociedade'', afirmou.
O ex-comerciante Augusto Mariano Filho, atual empresário da construção civil, não acredita que a cidade comportará tantos lojistas novos. Ele calcula que, até o final de dezembro, cerca de 1,2 mil boxes estejam em funcionamento, incluindo o camelódromo da Rua Mato Grosso com Sergipe, o ex-prédio da Receita Estadual (Rua Mato Grosso), a antiga sede do Banco Santander (Rua Rio de Janeiro), a Galeria Benjamin e o camelódromo do Calçadão (Galeria Augustus, ex-Lojas Mesbla). ''Não apóio essa concorrência desleal e, por isso, alugo minhas lojas somente para empreendedores com firma registrada'', garantiu.(B.R.)

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