INCC subiu 1,07% em novembro
PUBLICAÇÃO
domingo, 12 de dezembro de 2004
Agência Estado 
Rio de Janeiro - O Índice Nacional da Construção Civil (INCC) subiu 1,07% em novembro, ante alta de 0,74% em outubro, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o instituto, o resultado ficou abaixo do apurado em novembro de 2003 (1,11%). No acumulado do ano, o índice registra alta de 9,76%; em 12 meses, o indicador tem elevação de 10,16%, resultados inferiores aos registrados em iguais períodos de 2003 (de 13,90% e de 17,21%, respectivamente).
Com o resultado, o custo nacional por metro quadrado ficou em R$ 502,27 em novembro, sendo R$ 294,42 relativos aos materiais e R$ 207,85 à mão-de-obra. O IBGE informou que houve aumento de preços na parcela de materiais, que passou de elevação de 1,19% em outubro para 1,43% em novembro. No ano, os custos com materiais aumentaram 12,47% e em 12 meses acumulam elevação de 13,13%. Já os gastos com mão-de-obra também aumentaram de preço, passando de alta de 0,11% em outubro para aumento de 0,57% em novembro. Os preços nesse segmento acumulam no ano alta de 6,15% e tem elevação de 6,22% em 12 meses.
Por localidades, o maior índice regional do Índice Nacional da Construção Civil foi registrado no Nordeste (2,08%), pressionado pelos reajustes salariais ocorridos no Ceará, no Rio Grande do Norte e em Pernambuco. Segundo o IBGE, as demais regiões ficaram abaixo da média nacional (que foi de 1,07%): Sudeste (0,83%); Sul (0,68%); Norte (0,67%) e Centro-Oeste (0,54%).
O setor da construção civil deve fechar o ano de 2004 com um crescimento de 6,8% em comparação a 2003. Com isso, o setor recupera as perdas do ano passado, de acordo com as estimativas do Sindicato da Indústria da Construção de São Paulo (Sinduscon-SP). Em 2003 o setor registrou queda de 5,2%. Para o próximo ano, a expectativa é de crescimento de 4,6% sobre o desempenho de 2004.
De acordo com os dados apresentados esta semana pelo sindicato, a produção de material de construção aumentou 6,3% e o financiamento das unidades imobiliárias pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), 58%.


