Rio de Janeiro - O Índice Nacional da Construção Civil (INCC) calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) subiu 0,42% em abril, ante alta de 0,20% em março. A informação foi divulgada sexta-feira pelo instituto. A aceleração foi provocada pelos reajustes salariais dos trabalhadores do setor. A parcela da mão-de-obra teve variação de 0,97% em abril, enquanto em março havia ficado em 0,04%. Já a parcela dos materiais desacelerou de 0,31% em março para 0,02% em abril, menor percentual registrado desde 2001, quando o IBGE iniciou a série da pesquisa.
De acordo com o IBGE, com o resultado de abril, o índice acumula altas de 1,36% no ano e de 5,63% em 12 meses até abril. O instituto considerou, porém, que o resultado de abril deste ano foi inferior ao registrado em igual mês no ano passado (0,79%).
Em abril, o custo nacional por metro quadrado passou para R$ 550,51, sendo R$ 320,93 relativos aos materiais e R$ 229,58 à mão-de-obra. Em março, o custo nacional por metro quadrado era de R$ 548,22.
O IBGE esclareceu que, em comparação com março, a parcela de preços dos materiais, em abril, manteve-se praticamente estável, com alta de apenas 0,02% - o menor percentual verificado na série histórica, iniciada em 2001. Em março, a parcela dos materiais registrou alta de 0,31% em seus preços.
No ano, os preços dos materiais acumulam alta de 1,14% e em 12 meses, esse segmento registra aumento de 4,36% em seus preços. Por sua vez, o segmento de mão-de-obra assumiu trajetória diversa do registrado no setor de materiais em abril, e os preços no setor subiram 0,97% no mês, acima da elevação registrada em março (0,04%).
Na avaliação do IBGE, os preços da mão-de-obra em abril influenciaram fortemente o Índice Nacional do mês passado. Os preços de mão-de-obra acumulam altas de 1,66% no ano; e de 7,47% em 12 meses. Na análise por regiões, feita pelo instituto, o Nordeste apresentou o maior índice regional de custo da construção em abril (0,61%).
Esse resultado foi pressionado ''pelos reajustes salariais ocorridos no Ceará e pelo repasse do complemento, previsto para abril, do reajuste salarial da Bahia, homologado em janeiro'', de acordo com a instituição. O índice da região Sudeste apresentou a segunda maior variação (0,57%), devido a reajustes salariais. As demais variações regionais ficaram muito abaixo do índice nacional (0,42%).
O INCC é calculado pelo IBGE em convênio com a Caixa Econômica Federal e desde 2002 é usado como referência para a delimitação de custos de execução de obras públicas.

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