Para o especialista em marketing imobiliário Rosalvo Barreto, de Curitiba, o consórcio imobiliário é a mais forte tendência do setor. Segundo ele, atualmente existem mais de 120 mil pessoas participantes neste tipo de empreendimento, sendo que 63% deste público têm cartas de crédito acima de R$ 51 mil.
Barreto explica que a área de imóveis apresenta um percentual de inadimplência menor que os outros consórcios, segundo dados de 2003 do Banco Central. No setor imobiliário, a inadimplência ficou em 19,37%, na área de automóveis foi de 19,49% e no setor de motos foi de 29,16%.
Para o especialista, o consórcio apresenta algumas vantagens sobre o financiamento. As principais delas: não deixa saldo no final, não exige entrada, os critérios de concessão ao crédito são menos rigorosos, é menos inflexível (permite comprar imóveis comerciais e até terrenos), a carta de crédito possibilita negociar descontos como em uma compra à vista e pode-se usar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para dar o lance conforme normas da Caixa Econômica Federal.
As operações de consórcios tiveram origem no Brasil no início dos anos 60. Com a diversidade de produtos e a presença de empresas sérias no mercado, os consumidores reconheceram no sistema uma maneira segura de adquirir um bem. De acordo com o presidente da Associação Brasileira das Administradoras e Consórcios - ABAC, Regional Sul II (PR), Rodolfo Montosa, essa confiança aparece nos números do setor. No primeiro trimestre deste ano, o volume de venda de cotas cresceu 6,6% comparado ao mesmo período do ano passado e mais de 200 administradoras estão associadas a ABAC.
Do público jovem que pretende ter o primeiro veículo aos que sonham com a casa própria, o sistema de consórcios brasileiro tem atendido um público variado. Os créditos podem variar de R$ 300 a R$ 200 mil. ''É difícil identificar o cliente de forma precisa, mas sabemos quais são os nichos que podemos atingir'', comenta Montosa.

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