Kraw PenasApeloImportados, como torneiras, têm agradado consumidores brasileiros, que acham que os produtos agregam valor ao imóvelOs acessórios de decoração não são mais os únicos itens importados encontrados em casas e apartamentos brasileiros. De olho na qualidade e no preços mais acessível dos produtos, as empresas de construção civil passaram a investir pesado na importação de carpetes, torneiras, azulejos, tintas e aquecedores a gás. Algumas construtoras já planejam importar também cimento, tubulações, esquadrias de alumínio e materias elétricos, que podem representar economia de até 50% no custo final da obra. Mas os especialista alertam: é preciso tomar cuidado para não adquirir produtos de baixa qualidade e que não ofereçam assistência técnica no Brasil.
A maioria dos artigos comercializados no Brasil vem dos Estados Unidos, e possuem características consideradas superiores às brasileiras. Na Moro, uma das construtoras de Curitiba que vem usando materiais importados há quase dois anos, a opção pelos artigos importados foi feita depois de constatada a durabilidade das peças. Além disso, explica o gerente de suprimentos da empresa, Mário Guimarães Filho, existe o ‘apelo de venda’. ‘‘Todo mundo valoriza mais um imóvel quando sabe que ele possui materiais importados’’, diz.
O diretor técnico de outra construtora, a Casa Construção, Carlos Rogério Gonçalves, alerta para possíveis exageros de marketing. ‘‘É preciso checar a procedência do produto, pedindo informações sobre o histórico do fornecedor’’, ensina. Segundo o diretor, é comum que os consumidores, empolgados por estar adquirindo produtos estrangeiros, esqueçam de pensar nos gastos com manutenção. ‘‘Se a peça não tiver assistência técnica ou revenda no Brasil, o proprietário do apartamento será obrigado a substituí-la no futuro’’, explica.
O desconhecimento sobre a qualidade das marcas disponíveis no mercado brasileiro tem deixado os consumidores apreensivos. Em uma das lojas que comercializam produtos de acabamento importados - cerâmicas e metais para banheiros - as vendas dos artigos produzidos no Exterior ainda respondem por menos de 5% do total comercializado. Para o diretor comercial da loja, Idezides Resende Filho, os clientes têm medo de ‘ficar na mão’ quando o material estragar. ‘‘O preço às vezes é tão baixo que os consumidores estranham’’, afirma.
Resende cita o exemplo de algumas marcas de cerâmicas produzidas em Taiwan e que costumam rachar com facilidade. ‘‘O preço, neste caso, não justifica o prejuízo’’. afirma. Outro exemplo, no entanto, mostra a vantagem dos importados: as torneiras americanas de monocomando, consideradas a última moda para o acabamento de banheiros, chegam a custar a metade das nacionais. Nesta loja, um conjunto nacional de torneira custa R$ 300 - contra R$ 160 do mesmo conjunto produzido nos Estados Unidos.

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