Impermeabilizar pisos, lajes e paredes em contato (mesmo que indireto) com a umidade, é o único seguro que o proprietário de um imóvel tem contra as manchas, o bolor, bolhas e outros danos à pintura, e até corrosões de estruturas – o ferro da fundação, do muro de arrimo.
Apenas o uso do material adequado e da mão-de-obra especializada para a aplicação, ainda na hora da construção ou das grandes reformas em cozinhas, banheiros, terraços, telhados e até jardins suspensos e/ou floreiras, é a medida correta para prevenir os futuros grandes problemas.
Os profissionais técnicos ensinam que prevenir e impermeabilizar são verbos que devem ser conjugados desde o início do planejamento da construção de um imóvel, pois as soluções ‘‘pós construção’’ existem, mas são mais difíceis e muito, muito mais caras.
Mesmo no caso das paredes externas, em que as tradicionais medidas, a re-pintura, não conseguem interromper a transferência de umidade e, em pouco tempo, as manchas estão de volta, normalmente acompanhadas do descascamento da tinta.
A impermeabilização, além de ser a única maneira de prevenir a umidade em casas e apartamentos, é um cuidado obrigatório previsto pelo Código Nacional de Edificações e em várias outras legislações federais, estaduais e municipais. Em recente congresso de impermeabilização, realizado no Rio de Janeiro, um consultor de perícias alertou para essa obrigatoriedade, que deve ser exigida tanto de construtoras como dos responsáveis por construções individuais de menor porte. É condição, inclusive, para o habite-se, mas muita gente não se dá conta e não segue a lei. Do ponto de vista dos agentes da saúde, a eliminação da umidade também é uma questão de saúde pública.
Segundo o profissional técnico da área, Ademir Rosa, também diretor da empresa londrinense Laje Seca, uma das especializadas no assunto, ‘‘existem várias técnicas eficientes de prevenção já desenvolvidas e todas elas visam introduzir, entre os pontos de origem de umidade e a construção propriamente dita, uma camada de material impermeável que tem por objetivo impedir o encharcamento das paredes, lajes e pisos.
‘‘Geralmente, o que se aplica são as emulsões asfálticas tipo Vedacit. Esta é a forma mais ‘popular’ (e também a mais barata, pelo menos no princípio) de impermeabilização. Porém essa camada tende a ter várias fissuras ao longo do tempo, exigindo uma nova aplicação a cada dois anos, para prevenir as infiltrações’’. Rosa explica ainda que isso ocorre porque, exposta ao sol e à chuva, a camada de asfalto dilata e contrai, causando, com o tempo, trincas e rachaduras por onde passa a água. ‘‘Outro problema é que, como são aplicadas à mão, nunca existe a garantia que todos os pontos da laje receberam a mesma espessura de asfalto, a emulsão’’.
Com uma vida útil bem maior, cerca de dez anos, e com produção industrializada, as mantas asfálticas utilizadas basicamente pelas construtoras nas edificações, são soluções técnicas mais adequadas, mesmo para menores obras, inclusive as reformas. A principal vantagem: como são aplicadas por mão-de-obra especializada (ou pelo menos preparada para o serviço), garantem uma camada de asfalto 100% homogênea.
Fabricadas por empresas como Viapol, Denver, Dryco e Lwart, as mantas são recheadas por um tecido resinado – o nãotecido de poliéster – produzido pela Bidim, que funciona como reforço da camada de asfalto. ‘‘Assim, ao ser exposto à umidade, o produto dilata e contrai muito menos, reduzindo também o risco das fissuras’’, completa Ademir Rosa, reforçando a tese de que, em função da durabilidade, da estabilidade dimensional (mudança de consistência) e da aplicação bem sucedida, a relação custo benefício é altamente favorável.
Mas como o mercado está repleto de alternativas (umas mais baratas, outras nem tanto), outra opção para quem quer ficar no custo benefício intermediário é produzir o processo da manta na própria obra: duas camadas de emulsão tipo Vedacit, recheadas com uma de tecido estruturante – o VP, também da Bidim. ‘‘Com certeza, o resultado não é o mesmo que se pode obter com a manta asfáltica pronta, mas, se comparado ao processo de emulsão simples, o in loco, chega a durar até quatro anos, o dobro do tempo’’, completa Ademir Rosa.

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