A região central de Londrina, precisamente o Calçadão e as ruas Pernambuco e Sergipe, é a melhor área da cidade para investimento em imóvel comercial. As unidades para locação não ficam mais do que 20 dias disponíveis. Na parte de compra e venda os negócios também acontecem com a mesma velocidade, segundo informações de imobiliaristas e do Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Locação de Imóveis (Secovi). Em média, o preço do aluguel fica em 1% do valor de venda do imóvel, que em alguns casos chega a custar R$ 3 mil o metro quadrado.
''O mercado de imóveis comerciais deu uma aquecida desde o começo do ano. As unidades estão sendo negociadas com mais rapidez'', afirmou Rosalmir Moreira, presidente do Secovi. Desde o começo do ano, a oferta destas unidades diminuiu mais de 20%. Por sua vez, o valor do aluguel das lojas sofreu um reajuste: passou de R$ 6,64 o metro quadrado, em fevereiro de 2003, para R$ 8,36 no mesmo período deste ano. Um acréscimo de 25%. ''Se a economia vai bem, a expectativa é de que o aluguel realmente tenha um aumento'', avalia Moreira.
O imobiliarista Raul Fulgêncio reforça que os imóveis comerciais são uma ótima opção para investimentos. ''A liquidez é imediata. Encontrar uma loja para vender, principalmente nos pontos nobres do centro da cidade, é encontrar ouro'', disse. Ele destaca o Calçadão e as ruas Pernambuco, Sergipe, Higienópolis, como as melhores áreas para locar um destes imóveis.
O preço das unidades em locação, segundo Fulgêncio, é bastante variado, o metro quadrado mais simples sai em média R$ 40. Nos pontos mais disputados, o valor pode chegar a R$ 85. Em uma mesma rua, exemplifica, os imóveis podem ter valores diferenciados, dependendo do lado em que está localizado. Na opinião do imobiliarista, os últimos seis meses foram muito positivos para o setor. Ele credita o fato à pequena, mas considerável queda da taxa de juros, à boa rentabilidade do agronegócio e à discreta retomada da economia. ''Raramente locamos tantos imóveis comerciais como no último trimestre do ano passado'', lembra.
O mesmo resultado positivo não acontece com as salas comerciais, localizadas em shoppings ou edifícios. Segundo o gerente de vendas da Imobiliária Mill, Rodney Botelho, a saída destas unidades é um pouco menor do que as lojas térreas. O fator principal é a taxa de condomínio que pesa no bolso do inquilino. ''Estes imóveis têm de sobra. A oferta é grande, mas a demanda pequena'', destacou Botelho.
Ele aponta a a localização e o bom estado do imóvel como os itens que mais contam pontos no momento de fechar um negócio. Além disso, lembra o gerente, os inquilinos sempre observam se o lugar é bem arejado e se tem uma boa vitrini. No caso do negócio ser efetivado, as reformas e adequações da unidade locada são previamente definidas entre o locatário e o inquilino. Algumas vezes, quem está locando conta com pelo menos três meses de carência para realizar as mudanças desejadas.

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