Imóveis têm valorização de até 30%
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sábado, 28 de julho de 2007
Fernanda Mazzini<br> Reportagem Local 
O bom momento da economia - que aliou queda dos juros, inflação baixa, crédito farto e mudanças nas regras dos financiamentos - trouxe reflexos positivos também ao mercado imobiliário de Londrina. Atualmente, o segmento está em um dos melhores momentos da história da cidade, depois de passar por períodos de estagnação nos últimos anos atingido, principalmente, pela crise da agricultura. Estimativas de imobiliaristas apontam que no primeiro semestre deste ano houve uma valorização de até 30% nos imóveis de médio e alto padrão.
''Há uma procura reprimida, até porque temos déficit de vagas'', salienta o imobiliarista Raul Fulgêncio. Na avaliação dele, atualmente a maior procura é por imóveis comerciais para renda e os residenciais, principalmente, os localizados na Gleba Palhano (Zona Sul). Segundo ele, naquela região todos os lançamentos são vendidos, inclusive com financiamentos a longo prazo. Neste caso - de imóveis de alto padrão - foi registrada uma valorização média de 15% no primeiro semestre do ano. No caso da Gleba Palhano, a valorização, conforme Fulgêncio, foi superior a 50%.
O imobiliarista José Carlos Delalibera acrescenta que há falta de apartamentos residenciais para venda e locação. Neste caso, o perfil procurado é por três quartos, localizado no quadrilátero central, na faixa de R$ 80 mil a R$ 100 mil (para venda) ou para aluguel de até R$ 600 mensais. ''A procura começou a melhorar há 90 dias. A demanda aumentou e aí vale a lei da oferta e da procura'', comenta. Neste caso, houve uma valorização entre 20% e 30% neste tipo de imóvel. ''Os investimentos no mercado imobiliário superam o mercado financeiro porque oferecem garantias reais aos investidores. Em 32 anos de mercado não tenho informação de que alguém tenha perdido dinheiro neste negócio'', diz.
O imobiliarista Raul Fulgêncio acrescenta que as regras claras dos financiamentos contribuíram para melhoria do setor. ''Hoje, a prestação de um financiamento é semelhante ao valor de um aluguel. Nos próximos anos vai ficar ainda mais barato. A pessoa entra em um financiamento sabendo quanto vai pagar, coisa que não existia antes'', salienta. Há dois meses, de acordo com ele, aumentou também a procura por imóveis usados residenciais, localizados no centro da cidade. ''Em 35 anos de mercado nunca houve tanta procura por imóveis. Esse crescimento não é uma bolha, é sustentável e deve continuar assim, no mínimo, pelos próximos cinco anos'', acrescenta.


