Imóveis sustestáveis ganham mercado e conquistam consumidores
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sábado, 01 de março de 2008
Mariana Londres<br>Agência Estado 
São Paulo - Morar em uma casa sustentável não é mais um sonho distante, restrito aos mais alternativos ou longe das grandes concentrações urbanas. A arquitetura sustentável já está presente em muitas casas, edifícios comerciais e até em nos grandes lançamentos imobiliários no País. ''A casa sustentável é a que procura produzir o mínimo de impacto ao meio ambiente e fazer uso racional das matérias primas e dos recursos naturais'', explica o arquiteto Artur Rozestraten, idealizador do núcleo de sustentabilidade projeto Casa Viva.
Na prática, o conceito significa redução do consumo de energia e água da casa, uso de materiais certificados , reciclados ou de demolição, uso de material menos poluente durante a construção, como pré-moldados, e separação do lixo.
Parece muito, mas ninguém precisa transformar a casa toda ao mesmo tempo. Além disso, a maioria dos mecanismos que tornam a casa mais sustentável são relativamente simples de serem implementados, como é o caso de uma troca de torneira para reduzir o consumo de água ou a separação do lixo. Quem já abraçou a sustentabilidade garante que é um caminho sem volta. ''Além de gerar economia, a construção sustentável vai se valorizar. Ou seja, os imóveis sustentáveis terão maior valor de venda e revenda, em poucos anos'', diz Alexandre Melão, da Esfera, construtora de edifícios residenciais sustentáveis.
O preço de uma casa sustentável, apesar de acessível, ainda não é o mesmo da construção tradicional (é um pouco mais caro). Mas os especialistas garantem que o preço da implementação de alguns sistemas é rapidamente pago com a economia de manutenção que gera. ''Um sistema de aquecimento solar, por exemplo, se instalado em boas condições de orientação das placas, pode ser pago, pela economia que gera, em apenas um ano de uso'', explica o arquiteto Fernando Pinheiro, da Lima Pinheiro Arquitetos, que acabou de finalizar o projeto de uma casa sustentável.
Mas a regra do preço ligeiramente mais caro não vale para tudo. Pinheiro conseguiu revestir 200m2 de área com madeira de demolição e gastou R$ 300 para a área toda. ''Compramos um lote de peroba rosa, madeira nobre, que seria usado como combustível para forno de padaria. Pagamos o frete e montamos uma pequena marcenaria para cortar o piso'', conta.
O arquiteto Artur Rozestraten também projetou um casa sustentável com o preço de R$ 900 o m2. ''O preço é acessível e não abrimos mão do conforto e da beleza'', conclui.


