Um levantamento do Sindicato da Habitação e dos Condomínios do Paraná (Secovi) Regional Norte demonstra que investir em imóveis em Londrina é um bom negócio quando comparado com outras aplicações. Em 2013, enquanto a poupança rendeu rendeu 6% em média, as letras do tesouro 7% e a bolsa de valores teve uma queda de 15,5%, a valorização dos imóveis chegou a 16% no mesmo período.
A informação é do diretor de lançamentos do Secovi, Marcos Moura, acrescentando que a valorização acontece por igual em todas as regiões da cidade. "Londrina não é mais aquela cidade onde tudo está concentrado na área central. A cidade cresceu muito e está em uma dinâmica constante em todas as regiões. Se alguém fica um ano sem passar por um local, vai perceber que está diferente quando voltar àquele local", afirma.
Moura aponta que houve um aumento de quase 37% na oferta de terrenos em Londrina em 2013 e mesmo assim a valorização dos imóveis, de maneira geral, foi alta, o que demonstra que o mercado está aquecido.
Segundo ele, o mercado imobiliário terá uma expansão ainda maior assim que for aprovado o Plano Diretor do município, o que deve acontecer em 2015. O dirigente do Secovi revela que há muitos empreendedores aguardando esta definição para retirarem seus projetos da gaveta. "Nós só não temos mais investimentos porque ainda não temos o desenho definitivo do Plano Diretor. Há muitos projetos de expansão para todas as regiões da cidade", afirma.
A zona leste de Londrina, é uma das regiões que evidenciam o bom momento do mercado imobiliário da cidade, com vários empreendimentos sendo lançados, confirmando também a valorização dos imóveis. O diretor comercial e de marketing da Paysage Empreendimentos, Henrique Penteado Teixeira, cita o Parque Tauá, o primeiro bairro planejado de Londrina. Com uma área de um milhão de metros quadrados, o empreendimento, ao longo da ocupação, levará para a região cerca de 1.200 unidades residenciais e comerciais, dinamizando toda a região, além de promover a valorização dos imóveis em seu entorno. "Somente por se tratar de um bairro planejado, há uma valorização dos imóveis na ordem de 20 a 30% superior aos demais tipos de terrenos, em função da infraestrutura que é oferecida no imóvel", afirma.

PREGÃO IMOBILIÁRIO

Mas quando o assunto é valorização de um imóvel, especialmente na hora da venda, é comum que o proprietário supervalorize seu bem, deixando-o incompatível com o preço de mercado e dificultando a venda.
Para que o preço do imóvel fique o mais próximo possível da realidade, foi criado há 12 anos o pregão imobiliário de Londrina, que reúne as imobiliárias associadas ao Sindicato da Habitação e dos Condomínios do Paraná (Secovi) Regional Norte. Os representantes das imobiliárias se reúnem uma vez por por mês na sede do sindicato, no centro de Londrina.
Segundo o presidente do pregão, José Carlos Delalíbera, a ferramenta foi criada por falta de um órgão avaliador oficial em Londrina. E um imóvel é submetido à
avaliação quando se observa que o preço está fora da realidade de mercado. A avaliação é feita pelos integrantes do pregão, de forma confidencial, levando em conta cada detalhe do imóvel.

Delalíbera destaca que o método de avaliação tem apresentado bons resultados, tanto para as imobiliárias quanto para os donos dos imóveis, que conseguem mais rapidez nas vendas. Delalíbera acrescenta que, com base no pregão, há regiões em Londrina que se sobressaem em termos de valorização, por ser grande a procura por imóveis. Ele cita a Avenida Saul Elkind (zona norte), a Gleba Palhano (sul) e a zona leste, impulsionada pela construção do Shopping Boulevard.

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