José Carlos Delalibera, da Imobiliária Delalibera, diz que a procura por imóveis em nível de rua se destaca mais, embora salas comerciais também tenham registrado aumento na demanda. ''Esse tipo de imóvel vem favorecer mais o comércio de varejo, bares e lanchonetes. Prédio é mais (procurado para) prestação de serviços.'' Ele afirma que todas as unidades que a imobiliária tinha disponível para o comércio foram locados no período de julho a setembro.
Delalibera credita o aumento do interesse por esses imóveis aos empresários que se mudam para a cidade. ''Pessoas que querem se estabelecer em Londrina devido ao potencial da cidade, tanto em nível universitário quanto de comércio e indústria'', completa.
A engenheira civil Laurilma Costa dos Santos, assistindo ao rumo que está tomando o mercado imobiliário, resolveu investir recentemente no imóvel que possui na Rua Pará, entre as ruas Hugo Cabral e Pernambuco. ''Era uma casa de madeira. Demoli e construí um imóvel com perfil comercial, que é a tendência hoje em dia.'' Nos fundos, Laurilma também mandou construir um estacionamento com 24 vagas.
Desde que as obras terminaram, entre julho e agosto, demorou apenas um mês para que o imóvel e o estacionamento da engenheira fossem ocupados. O imóvel foi locado por uma empresa de cosméticos maringaense. ''Acho que (a obra) foi uma boa opção, principalmente o estacionamento, porque agora a tendência é diminuírem as vagas nas ruas.'' Além deste, ela possui outros imóveis comerciais térreos no centro e na Avenida Guaporé, entre salões, lojas e sobrados, todos locados. Principalmente os centrais, Laurilma diz não ter muita dificuldade em alugar. (M.F.C.)

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