Curitiba Comprar uma casa antiga para reformar e utilizar como escritório, consultório ou mesmo para morar pode se tornar um bom negócio. O custo da reforma pode variar de 40% a 80% do valor de uma construção nova. A vantagem é que estas casas geralmente estão localizadas em bairros centrais ou nobres.
O diretor de comunicação da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), Fernando Thá, conta que no Paraná, ainda não existe a cultura de comprar uma casa para reformar e depois vender como forma de investimento. O mais comum tem sido comprar e reformar para usar estes imóveis como escritórios e consultórios por parte de profissionais liberais como médicos, advogados e dentistas. ''Não vejo como algo que tenha mercado ainda no Paraná comprar, reformar e vender para investir''. diz Thá.
De acordo com ele, a reforma de casas em Curitiba é comum em bairros bem localizados como Champagnat, Batel e Alto da XV. Ele não recomenda a compra de casarões muito antigos e que estejam extremamente deteriorados porque o investimento acaba sendo muito alto.
O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná (Sinduscon-PR), informou que o ''retrofit'' - reforma e readequação de imóvel antigo para novas funções - é muito comum em Estados como São Paulo e Rio de Janeiro.
O vice-presidente de comercialização imobiliária do Sindicato da Habitação do Paraná (Secovi-PR), Marcos Machado, concorda que a cultura de investimento em casas antigas ainda não existe no Paraná. ''Esse tipo de compra vale a pena em áreas bem localizados. Às vezes, é possível comprar a casa e o terreno pelo valor do terreno'', destaca. Segundo ele, no entorno do Hospital Evangélico é muito comum médicos comprarem casas antigas e reformarem para utilizarem como consultório.
O comprador da casa antiga deve estar consciente que a reforma inclui, geralmente, sistemas elétrico e hidráulico, o forro, piso, azulejos, pintura, telhado, janelas e portas. ''Em Curitiba, a maior parte das pessoas compra casas antigas para transformar em escritório'', conta. Para ele, a vantagem é a localização e o fato de não ter terreno disponível em alguns locais da Capital.
O arquiteto e urbanista, especialista em restauração de monumentos históricos e professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Cláudio Forte Maiolino, diz que o valor da restauração depende do tipo da obra. Segundo ele, geralmente fica entre 40% e 60% do valor de uma construção nova.
O presidente da Imobiliária Cibraco, Sidney Axelrud, é um dos adeptos da compra de casas antigas. Ele adquiriu um imóvel no Centro de Curitiba e fez uma restauração geral. ''A casa foi toda reconstruída mas, mantivemos a fachada e os elementos históricos'', disse. Ele disse que a vantagem da compra foi a localização. ''O lay-out da nossa empresa é a própria casa'', afirma.
Levantamento realizado pelo Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), aponta que só na Capital existem 115 casas com mais de 250 metros quadrados e de três a quatro dormitórios para vender nos bairros Água Verde, Batel, Vila Isabel, Seminário, Alto da Glória, Alto da XV, Cristo Rei, Ahú, Juvevê, Cabral, Hugo Lange e Jardim Social, considerados como bem localizados ou nobres.

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