Hélice contínua reduz custos e prazos
PUBLICAÇÃO
sábado, 05 de setembro de 1998
Da Redação 
Algumas vezes, o sonho de construção de um edifício começa pelo projeto arquitetônico imaginado para aquele terreno que o grupo escolheu e já comprou.
A partir daí, o problema passa a ser das empresas de construção civil que enfrentam o solo muitas vezes com condições não muito favoráveis para que o sonho fique de pé.
Para tirar o projeto da prancheta e tornar realidade o Edifício Araucária, prédio com 14.400 metros de área a ser construído, a Construtora Galmo, de Londrina optou pela utilização de técnica diferenciada e moderna para a execução da fundação: por estacas tipo hélice contínua.
A técnica utiliza uma perfuratriz italiana da fábrica Soilmec, e trazida pela empresa paulista Geofix. É um tipo de fundação que se executa de maneira muita rápida, sem vibrações, com pouco ruído e com monitoração, através de sensores, durante toda a fase de execução, afirma o engenheiro Carlos José Marques da Costa Branco, responsável pelo projeto da fundação. Essa monitoração por computador permite a obtenção de um relatório individualizado para cada estaca, com todas as medidas obtidas durante a execução. O projeto buscou também a segurança, já que não utiliza escavações manuais, conclui.
Segundo Antônio Galindo Morendo, diretor da construtora Galmo, a empresa optou por essa ténica depoiss de várias análises de custos, e em função do tipo de solo. Enquanto a execução desta fundação por estacas tipo hélice contínua dura em torno de 20 dias, as outras opções levariam meses. A antecipação minimiza custos com material e maõ de obra, além de permitir a ocupação do prédio em menor tempo.
A fundação por estacas tipo hélice contínua já é bastante difundida na Europa e nos Estados Unidos. Já a monitoração das estacas por computador é recente até mesmo em países do Primeiro Mundo. Outra inovação adotada, neste canteiro de obras é a realização, de uma prova de carga - ensaio do comportamento da estaca sob condições limite. O ensaio será executado em conjunto com o diretor técnico da Geofix, Urbano Rodriguez Alonso, com o engenheiro Costa Branco em parceria com a Universidade Estadual de Londrina.


