Há dois anos no mercado brasileiro, o grupo espanhol Uralita, líder na fabricação de blocos cerâmicos na Península Ibérica está investindo pesado no segmento de mineração de areia. Equipamentos de alta tecnologia e novos recursos de secagem e armazenagem estão sendo utilizados pela mineradora para ampliar a produção (hoje focada na areia seca para argamassas) de 12 mil para 14 mil toneladas mês e, em consequência, aumentar o faturamento atual em cerca de 20%.
Hoje, a empresa tem a totalidade de sua produção absorvida pelas três maiores marcas do segmento – a Quartzolit, a Matrix e a Minercal. A areia seca é destinada à fabricação de argamassas, material cada vez mais utilizado nos novos sistemas construtivos, por oferecer preço mais competitivo, maior durabilidade, resistência à umidade e temperatura, e melhor qualidade.
A produção atual da Uralita é controlada por laboratórios sofisticados, que possibilitam a observação das condições granulométricas do material analisado, permitindo saber qual a porcentagem de argila e sólidos presentes. O tratamento dado a areia coletada obedece a várias etapas para garantir a qualidade final do produto.
Uma vez extraída da jazida, a areia é peneirada, lavada e separada da argila. Em seguida, os grãos passam por um processo de ciclonagem, onde é feita a separação granulométrica. Após este processo, a areia úmida fica estocada, enquanto que a areia para secagem entra em um hidroseparador para, em seguida, cair em uma esteira de alimentação que a levará para um secador especial, com peças refratárias, que reduzem a umidade inicial de 6%, para apenas 2% no final do processo. Depois de toda análise e controle, o material, pronto para o consumo, é armazenado em silos.
Sediada em Itu (São Paulo), a mineradora do Grupo Uralita aposta nesse crescimento não só pela reconhecida qualidade da marca, mas também porque existe uma vantagem estratégica em relação aos seus concorrentes – a proximidade com a capital paulista, o maior pólo consumidor do produto no País.

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