De acordo com nota divulgada pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, na semana passada, os empréstimos continuariam sendo pagos mediante o desconto de um percentual fixo do salário do trabalhador, como já acontece hoje. Somente no caso de demissão sem justa causa o trabalhador poderia utilizar o valor da multa como garantia para as operações.

Para Reinaldo Domingos, presidente da DSOP Educação Financeira, o FGTS é "uma reserva muito importante do trabalhador" que pode ser utilizado, também, para dar entrada em um imóvel. "Quando vemos o governo fazendo projetos que levam à vulnerabilidade do valor, que põem em risco o valor para finalidades totalmente fora do contexto para garantir empréstimo consignado com taxas menores para o trabalhador, isso é totalmente descabido. Na ânsia do governo de querer aquecer a economia reduzindo o risco de empresas financeiras, o trabalhador acaba se endividando, colocando em risco um dinheiro intocável."

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