Às vezes não basta trocar a cor ou os revestimentos. A ansiedade por mudanças é maior do que estes detalhes podem oferecer. Quando isto acontece, é porque a necessidade pede para moldar o espaço físico, ‘‘dar nova forma’’ ao velho espaço. Para isto não é preciso recorrer ao ‘‘quebra-quebra’’. Nem viver o stress de ter a casa ‘‘em obras’’.
A proposta dos arquitetos Luciana Regnier e Luciano Bachete, de Londrina, para quem quer uma alteração mais drástica do ambiente com o mínimo de transtorno é recorrer ao gesso. Quase mágico na sua maleabilidade e versatilidade, o desenvolvimento de novas técnicas tornaram possível criar nichos e até novos ambientes com este material. E o melhor: com rapidez e pouca bagunça.
Divisórias e novas formas – na vertical ou horizontal – estão entre os efeitos imediatos da utilização do material. Rebaixar o teto, por exemplo é uma alternativa de grande efeito. Em uma sala em ‘‘L’’, onde estar e refeições devidem o mesmo espaço, o rebaixamento do teto sobre a área de refeições dá um toque especial ao ambiente.
‘‘Este recurso separa visualmente os ambientes, valoriza e dá movimento aos espaços da casa, podendo ser usado em todos os cômodos, do quarto do casal à cozinha’’ , orientam. Uma parede de gesso pode ser ainda uma solução para moldar um espaço específico. Além de dar total liberdade para a criação de novos espaços (nichos) dentro dela, ela pode servir como moldura de um móvel, quadro ou qualquer outra peça.
Mas o grande trunfo do gesso está no fato de permitir a adoção de um projeto de iluminação especial, criando climas e valorizando pontos desejados da decoração. É que a estrutura em gesso serve como máscara para imbutir a fiação, dando um acabamento limpo e bonito.
Quem não quer ter nenhum tipo de desconforto e está disposto a aceitar mudanças só no visual, esquecendo a funcionalidade, pode optar pelo uso de molduras, fios e rosetas. ‘‘Por melhor que seja o trabalho, as junções entre uma parede e outra ou entre teto e parede sempre são um pouco toscas. O gesso dá o toque final’’, afirmam os arquitetos Luciano Bachete e Luciana Regnier.
As peças em gesso são elaboradas seguindo o projeto do acabamento desejado e chegam prontas para serem colocadas. O mesmo tipo de acabamento também é encontrado em polietireno, uma espécie de plástico resistente que imita a aparência e textura do gesso. Mais práticos ainda, eles seguem a linha do ‘‘faça você mesmo’’ e podem ser apenas aplicados (colados) na parede.

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