São Paulo - O mercado de trabalho vem apresentando mudanças estruturais nos últimos anos. Algumas profissões novas foram despontando e outras se aperfeiçoando, para atender às necessidades do consumidor mais exigente que vive em um mundo em constante mudança. Uma das novidades está na figura do gerente de condomínio, um profissional contratado pela administradora para dar atendimento exclusivo a condomínios.
O gerente representa a administradora nas reuniões de condomínio e orienta o síndico na resolução dos problemas, prestando um atendimento personalizado. Esse profissional precisa estar muito bem informado sobre as particularidades de cada prédio ou conjunto de edifícios. Acompanhar a parte financeira para avaliar se a arrecadação é suficiente para cobrir todas as despesas, saber se há inadimplência ou não, quantos funcionários trabalham no local, se existem problemas pendentes e propor soluções para eles. Por isso, precisa estar muito bem informado sobre a legislação que rege as normas do condomínio, como o novo Código Civil, as leis trabalhistas, do inquilinato, previdenciária e tributária.
Na análise de Hubert Gebara, diretor da Hubert Assessoria Imobiliária, de São Paulo, o gerente de condomínio não pode ser uma pessoa tímida. Ele terá de se expressar bem para ser entendido com bastante clareza pelos condôminos. ''Ter jogo de cintura e educação, porque cada assembléia é uma caixinha de surpresa.''
Além disso, alerta Gebara, é preciso ter disponibilidade de tempo, porque as assembléias condominiais normalmente são marcadas para começar por volta das 8 horas da noite e não têm horário para terminar. Sem contar que apenas uma pessoa pode ser gerente de condomínios localizados em pontos diferentes da cidade. ''Será preciso ter carro para se locomover.'' Segundo Gebara, um gerente de condomínio ganha em média algo entre R$ 4 mil e R$ 7 mil por mês. Um assistente de gerente, entre R$ 1.500 e R$ 2 mil.
A Hubert Assessoria Imobiliária, por exemplo, tem cerca de 15 gerentes de condomínios. Cada um atende em torno de 25 a 35 condomínios e, dependendo da complexidade das questões, pode ser ajudado por um ou mais assistentes.
Antes de enfrentar uma assembléia de condomínio, na condição de gerente, muitos profissionais costumam passar algum tempo atuando como assistentes, para aprender, na prática, como funciona o serviço. Com a sofisticação da profissão, o mercado sentiu a necessidade de formar profissionais nessa área e passou a oferecer alguns cursos específicos, explica Laerte Temple, diretor-executivo da Universidade Secovi, do sindicato da habitação de São Paulo.
O curso básico de administração em condomínio, promovido pela Universidade Secovi, tem duração de 48 horas. O aluno pode escolher fazer o curso duas vezes por semana ou aos sábados. Constam das disciplinas temas como introdução à administração de condomínio, administração financeira, rotinas trabalhistas, manutenção predial.
O próximo curso está agendado para outubro e os preços variam de R$ 500 a R$ 600. A reserva de vaga pode ser feita pelos telefones (0--11) 5591-1300 ou pelo e-mail [email protected]. O programa e outras informações estão no site www.secovi.com.br.

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