Gazebo deixa o jardim mais acolhedor
PUBLICAÇÃO
sábado, 22 de maio de 1999
Célia Baroni 
Era uma vez um jardim bonito e grande. Mas não tinha ninguém para olhar e ver sua beleza. Era um jardim sozinho, não tinha nem lugar para receber quem se propusesse a admirar seus encantos. Até que um dia ganhou um gazebo para lhe fazer companhia. Ele trouxe teto e assentos, apoios e amizades. E, em volta dele, o jardim floriu para os hóspedes e se abriu em verde para os amigos.
Um convite ao relaxamento, descanso e para aproveitar as belezas simples da vida. Esta é a proposta do gazebo - sala de estar de jardim - criado pela arquiteta e decoradora Marlene Ricci. Cercado de um jardim pensado para o prazer de quem sabe apreciar, o gazebo se ergue a beira da piscina com piso de pedras rústicas e uma decoração privilegiando o branco.
Destinado a conversas agradáveis e a solidão confortável mas não isolada, o gazebo não tem paredes. Quatro colunas brancas, quase romanas, sustentam um teto em policabornato que filtra os raios solares, isolando parte do calor sem escurecer o ambiente. O suporte do policarbonato é em vigas de ferro branco. Na parte externa, uma platibanda branca esconde o teto da construção. Em volta, apenas cortinas Rolô em tela sintética branca assumem a função de proteger os convidados das agressões do clima, conforme o seu gosto.
A idéia, diz a arquiteta, foi dar total transparência ao ambiente tomando o cuidado de preservar a sua privacidade. Na parte de trás do gazebo, uma treliça em ferro branco com aberturas grandes fecha o gazebo sem impedir a visualização. Meio tenta árabe, o gazebo proposto por Marlene Ricci conta mil histórias. Um sofá de três lugares com capa branca lavável dá o tom de boas-vindas, e as poltronas tailandesas, volumosas e envolventes com suas almofadas em branco macio confirmam a acolhida.
No meio, uma mesa em ferro branco e tampo em mosaico com pastilhas de vidro dá o ar de descontração de todo encontro a beira de uma piscina. O aparador com granito e pés em granilha enfeita o ambiente com vasos chineses em branco e azul. Só para quem pode? A arquiteta garante que não. Qualquer um pode ter um gazebo no jardim de sua casa, por menor que ele seja. Basta escolher um canto e montar um lugarzinho onde sentar e compartilhar , diz.
O jardim, assinado pelo arquiteto e paisagista Carlos Kuhnlein, completa o projeto. Seixos rolados brancos cobriram as margens da piscina em forma de braços que tem como ponto de partida o corpo do gazebo. No meio, as folhagens das bromélias, tamareiras de jardim - plantas com décadas de vida - são destacadas pelo branco dos seixos.
Kuhnlein escolheu um visual vertical, quase oriental, para separar o jardim do gazebo do resto do jardim da casa, transformando o lugar em um recanto. A separação foi feita com uma cerca de bambus e jardim do lado direito recebeu bambus e papiros.
No lado esquerdo, visto por quem chega, foram colocadas flores em tons de vermelho (flor de cera) que florescem o ano todo. O paisagista se preocupa não só com a decoração do jardim, escolhe as espécies adequadas e monta seu projeto considerando as expectativas e finalidades do proprietário, conclui.


