Gasto em adaptações pode ser compensador
O ortodentista Erico Checon e o sócio gastaram cerca de R$ 20 mil, em seis meses, para transformar uma residência da década de 50 numa clínica. Segundo ele, o prédio foi o primeiro sobrado de Londrina e, apesar dos múltiplos fins a que serviu, ainda conserva algumas características originais.
''Queríamos uma casa para trabalharmos no térreo, que fosse ampla para oferecermos conforto aos pacientes e bem localizada para atrairmos interessados'', explicou Checon.
Num espaço de 40 metros quadrados, onde ficavam dois quartos, a cozinha e um banheiro, funciona, hoje, a sala de atendimento, com quatro cadeiras odontológicas, armário, gaveteiro, pia e uma mesa. Abaixo do respectivo assoalho havia um porão que foi soterrado e coberto por cerâmica para facilitar a limpeza e a higienização. Deste cômodo, sobraram apenas as paredes e duas colunas que sustentam o teto, por sua vez, coberto com gesso.
As janelas deram lugar aos tijolos de vidro, que garantem claridade sem o risco de contaminação. Para viabilizar a atividade, os encanamentos e fiações do cômodo foram modernizados, a recepção ganhou um balcão, um lavabo foi construído ao lado da sala de espera e um pequeno depósito de lixo fora da casa.
A parte superior recebeu somente pinturas novas nos últimos seis anos. O forro e o piso continuam de madeira, o banheiro conserva a banheira e os detalhes em mármore carrara e as fechaduras apresentam sinais da idade. ''A preservação evitou gasto desnecessário e agradou muitas pessoas'', revela o dentista.
Na opinião de Rubens Benedito Augusto, proprietário da rede de farmácias Vale Verde, a reforma é quase uma construção. Das 15 lojas que administra, cinco são próprias, sendo três novas. ''O importante nesse ramo é o ponto comercial. Por isso, às vezes, compensa alterar um prédio alugado ao invés de erguer outro em local menos propício'', sugeriu o empresário, que estima um investimento mínimo de R$ 30 mil e máximo de R$ 100 mil nas adaptações que realizou.(B.R.)





