Frutos da conjuntura
O presidente do Secovi-SP, Walter F. Lafemina, resume em tópicos o comportamento do mercado imobiliário brasileiro em 98:
-Traçada em 97, a projeção de crescimento de 2% em 98 não se confirmou. Essa projeção considerava que, após a crise asiática, o Brasil entraria em rápido processo de recuperação. Mas veio a crise russa e suas consequências, impedindo que o prognóstico se confirmasse
-A redução das atividades imobiliárias contribuiu para o aumento do desemprego e impediu o combate ao déficit habitacional de 5,2 milhões de unidades, em âmbito nacional
-Fruto da conjuntura (com ênfase às elevadas taxas de juros), em 98, os lançamentos residenciais na capital paulista (excluindo as cooperativas habitacionais) registraram queda de 26,8%, relativas a 97 (período janeiro/outubro);
-O menor volume de lançamentos (e isto ocorreu em todo o Brasil), repercutiu na velocidade de vendas que sofreu redução de 17,3%. Em São Paulo, o desempenho médio anual de comercialização caiu de 9,2% ao mês (1997), para 7,6% ao mês em 98;
-Como aspecto positivo, houve aumento dos financiamentos do SFH: de janeiro a setembro de 98 foram financiadas para construção e/ou aquisição 29,7 mil unidades habitacionais pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e a participação do SFH saltou de 13,4% em 97 para 33% em 98, quando relacionado ao tipo de financiamento utilizado na comercialização;
-A redução no volume de lançamentos indica que a oferta de unidades em 1999 será menor, isso poderá implicar em aumento nos valores dos imóveis, por conta de desequilíbrio entre oferta e procura;
-Para 99, e observando sinalizações do Executivo Federal e do Congresso Nacional (reformas), o Secovi-SP prevê que os resultados do mercado sejam similares aos de 98. Sensível retomada nas atividades deverá ocorrer a partir do primeiro semestre do ano 2000;
-Mudanças e melhorias nesse prognóstico poderão ocorrer caso todas as medidas referentes ao ajuste fiscal sejam levadas a efeito, seja mantido o programa de privatizações, seja facilitado o ingresso de recursos externos no setor imobiliário, entre em funcionamento o SFI e seja, por fim, aprovada a reforma tributária.





