Flexibilidade das construtoras funciona como estratégia
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sábado, 23 de agosto de 2003
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
Agradar o cliente para sobreviver à concorrência é a razão que tem levado as construtoras a aceitar sugestões na planta e no acabamento dos imóveis. Normalmente, essa possibilidade é oferecida nos sistemas de condomínio que são mais baratos e também mais demorados que os projetos idealizados por incorporadoras.
A Artenge é uma das construtoras de Londrina que trabalha com essa flexibilidade. Segundo Ozires Aparecido Toloi, engenheiro civil e diretor da empresa, o cliente pode mudar as paredes de lugar para ganhar espaço, colocar forro de gesso e molduras, escolher o piso, a cor e o tipo de pintura e trocar louças e metais, desde que as mudanças não diminua o padrão de qualidade elaborado pela construtora. ''Nesses casos, o cliente paga a diferença do material utilizado para ter o apartamento do seu gosto'', explicou.
A Mavilar, por exemplo, aceita até instalar produtos mais baratos sem abdicar da responsabilidade sobre a mão-de-obra um ponto comum entre as empresas que trabalham nesse sistema. De acordo com o gerente de vendas da construtora, Marcos Brum Baer, essa condição visa proteger a imagem da empresa que garante apenas a qualidade do trabalho. A durabilidade, resistência e beleza do material fica por conta do fabricante. ''Tudo isso estará discriminado no memorial discritivo do imóvel e no manual do comprador'', acrescentou.
Para o gerente de vendas da Serteng, Pedro Luiz Moreno, sempre haverá espaço para as incorporadoras e sistemas de condomínio. Ambas tem suas vantagens e desvantagens. O que vai influir nessa escolha é a satisfação de quem compra. ''Londrina é um mercado muito disputado e essa é uma das estratégias de vencer a concorrência'', finalizou.


