Financiamentos do Santander no Paraná cresceram 110%
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sábado, 26 de maio de 2007
Reportagem Local 
São Paulo - A injeção de recursos no mercado imobiliário deve bater novo recorde esse ano e atingir os R$ 20 bilhões, ante os R$ 16 bilhões em 2006. Esse dinheiro vem do aumento da oferta de financiamento habitacional com recursos da caderneta de poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Trata-se do maior volume de crédito para moradia desde 1988, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Desde aquela época, não se rompia a barreira de 100 mil unidades financiadas com recursos de poupança apenas. Em 2006, foram 114 mil imóveis, somando R$ 9,3 bilhões, expansão de 95,5% sobre 2005. A expectativa para este ano é de 150 mil unidades e mais de R$ 12 bilhões. Outras 150 mil devem ter dinheiro do FGTS em 2007, somando R$ 8 bilhões, ante R$ 6,7 bilhões em 2006.
Entre janeiro e a segunda semana de maio, último dado disponível, a Caixa bateu recorde em contratações habitacionais, com R$ 5,16 bilhões em financiamentos realizados, resultado 20% superior ao mesmo período do ano passado, quando foram empregados R$ 4,3 bilhões. Foram atendidas 186 mil famílias. A expectativa da instituição é destinar R$ 17,4 bilhões para a habitação neste ano. Novas quedas dos juros devem acelerar as vendas.
A Caixa reduziu a taxa de 10,16% ao ano mais Taxa Referencial (TR) para 8,66% mais TR, para aquisição de imóveis novos, prontos ou na planta, para famílias com renda mensal entre R$ 3,9 mil e R$ 4,9 mil. Os números positivos da habitação alavancam a construção civil, que prevê crescimento superior a 7% em 2007, ante 4,6% no ano passado.


