Campinas Para reduzir o déficit habitacional do País, estimado em 6 milhões de moradias, teriam de ser investidos R$ 6 bilhões por ano durante dez anos seguidos, segundo o presidente da Caixa Econômica Federal (Caixa), Jorge Mattoso. Ele disse na semana passada que a Caixa irá financiar este ano R$ 5,3 bilhões, 20% a mais do que foi ofertado no ano passado.
Segundo Mattoso, os R$ 5,3 bilhões irão financiar 360 mil moradias, beneficiar 1,4 milhão de pessoas e criar 500 mil empregos. Ele disse que, do total, R$ 4,4 bilhões serão aplicados em financiamentos de habitação para famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos. Elas representam 94% do déficit de 6 milhões de moradia.
Para saneamento, os recursos previstos este ano são de R$ 1,4 bilhão. ''Cada R$ 1 investido em saneamento representa economia de R$ 4 na sa© úde'', afirmou Mattoso. Segundo ele, pelo menos 40% desses recursos já estão disponíveis aos tomadores finais.
O presidente da Caixa destacou a importância da maior participação do setor privado no financiamento habitacional e comentou que hoje 90% dos financiamentos de moradia passam pelo banco estatal. Ele reconheceu que, para aumentar a participação do setor privado, é ''absolutamente indispensável uma redução das taxas de juros''.
Mattoso disse que as famílias de baixa renda não podem ser exclusivamente atendidas pelo financiamento tradicional. ''Seja pela elevadas taxas de juros, seja porque essas pessoas têm renda baixa, é preciso ter maior participação de recursos a fundo perdido do Orçamento Geral da União'', garantiu.
O Programa Social de Habitação inclui subsídios para essa população, com participação de prefeituras e estados, conforme Mattoso. Ele disse que este ano os subsídios serão de R$ 300 milhões.

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