Curitiba - Financiamento, consórcio ou à vista. Qual é a melhor modalidade e a mais procurada quando o assunto é imóvel? Volmir Selig, vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná (Sinduscon) e presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), estima que cerca de 5% dos negócios imobiliários sejam fechados à vista, aproximadamente 20% sejam feitos através de consórcio, e a grande maioria, cerca de 75%, utilizem o tradicional financiamento, mesmo sendo a modalidade que mais encarece o valor final do imóvel.
Selig explica o porquê: ''Mesmo sendo a modalidade com a maior taxa de juros, o financiamento ainda é o preferido porque o imóvel já pertence ao comprador logo depois da negociação. Além disso, se comparado o valor final do mesmo imóvel, comprado por financiamento e por consórcio, a diferença não acaba sendo tão grande. Acho que o mais importante nisso tudo é que o comprador tenha consciência do valor da dívida que está assumindo, para saber se vai conseguir pagar as prestações''.
Marcos de Assis Machado, vice-presidente de comercialização imobiliária do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais (Secovi) do Paraná, e Luiz Alberto Copetti, presidente da Associação Nacional dos Mutuários (ANM), aconselham o comprador a dar preferência às negociações à vista, se dispuserem de dinheiro suficiente. ''A economia é muito grande. Além de economizar com juros, que aumentam muito o valor final do imóvel, o poder de barganha do comprador é maior'', explica Machado.
Se não for possível fechar o negócio à vista, pelo alto custo do imóvel, e precisar com urgência do bem, Copetti aconselha o comprador a então procurar um imóvel de baixo custo, financiar o menor valor possível do bem, e em menos prestações possível. Isso porque quanto menos vale o imóvel, quanto menor for o valor financiado, e quanto menor o número de prestações que o comprador assumir, menor serão os juros cobrados.
''Também é importante entender e saber escolher a tabela pela qual será feito o financiamento imobiliário. Eu indico o plano Sacre e a tabela SAC'', conta Copetti. Pelo plano Sacre, o valor das prestações vai diminuindo mensalmente, assim que o mutuário vai amortizando a dívida. A tabela SAC estabelece o mesmo. Já, pela tabela Price, acontece o inverso. As prestações começam baixas e vão aumentando.
A bancária Michele Gobbi de Carvalho, 26 anos, não pensou duas vezes antes de optar pelo financiamento feito pelo próprio banco onde trabalha, embora, considere o consórcio mais vantajoso financeiramente. É que ela casou-se em novembro do ano passado e o casal precisava do imóvel com urgência. ''Se pudesse esperar, ou quem sabe se tivéssemos começado a procurar imóveis com mais antecedência, teríamos optado pelo consórcio'', disse a bancária.
Embora tenha optado pelo financiamento bancário, o casal seguiu os conselhos da ANM, financiando menos da metade do valor total do sobrado que compraram no bairro Capão da Imbuia. ''Também optamos por imóvel novo. Às vezes, as benfeitorias que têm que ser feitas em imóveis usados acabam superando os custos que esperamos'', avalia.

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