Financiamento é boa opção para vendas
PUBLICAÇÃO
domingo, 24 de novembro de 1996
Ligia Barroso 
Atuando, há 18 anos, em duas vertentes do mercado da construção em Londrina - condomínios verticais a preço de custo e edificios em planos empresariais - a Mavillar Construtora e Incorporadora, sustenta sua posição no setor, com um conjunto de obras sendo executadas na cidade.
Atualmente são 16 empreendimentos em construção, somados à entrega de mais um, nestes últimos trinta dias: o Residencial Kennedy, na rua Espírito Santo, com 48 apartamentos de três dormitórios, com suíte, e 120 m2. Assim como o Residencial Kennedy, construído para atender à classe média, a Mavillar também faz mais duas obras, no plano empresarial, com financiamento em até 15 anos, através de agentes do Sistema Financeiro de Habitação, e entrada ( correspondente a 30% do valor total da obra) também facilitada. Na venda podem ser negociados outros imóveis e ou automóveis, além da utilização do FGTS.
Os edíficios Portland Residence, localizado no Jardim Campo Belo, com 205 m2, quatro dormitórios e duas garagens, com entrega prevista para fevereiro do próximo ano; e, o Residencial Jennifer, 124 m2, três dormitórios (uma suíte), localizado à Rua Paes Leme e pronto para morar em setembro de 97, também oferecem todas as vantagens do Sistema Financeiro: garantida no prazo de entrega, facilidades na entrada e prestações mensais que correspondem ao valor de um aluguel do imóvel.
Segundo o diretor da Construtora Mavillar, engenheiro Cantídio Barbosa Villar, o valor da prestação é hoje, indiscutivelmente, o melhor argumento de vendas. Ele comenta que as facilidades apresentadas hoje para o pagamento da entrada e o valor de cálculo para as prestações, muito próximo ao de um aluguel, aceleram e facilitam as vendas. E exemplifica: No Residencial Kennedy, entregue há menos de um mês, ou seja, pronto e habitável, e com entrada de R$ 2.300,00 (mais três parcelas semestrais de R$ 5.900,00), tem como valor de prestação cerca de R$ 650 reais. O Residencial Jennifer, ainda em construção, oferece maiores facilidades, pois a poupança pode ser paga em 20 parcelas e, o valor da prestação não ultrapassa R$ 450 reais.
O argumento mais forte, segundo o construtor, é que o consumidor é o proprietário do imóvel. Ele investe, o valor do aluguel, em uma propriedade, garantindo, na maioria das vezes, moradia praticamente imediata. O construtor observa que adquirir imóvel através do Sistema Financeiro é melhor negócio para quem pretende sair do aluguel.
Segundo Cantídio Villar, quase metade das construções verticais realizadas hoje em Londrina para atender às classe média e média alta são financiadas. Isto, diz ele, demonstra, principalmente, o fortalecimento e a idoneidade do mercado construtor local. Pois os poucos agentes financeiros atuais ( Banestado, Banespa, Itaú e Sul América) em função do custo, que representa a liberação de recursos imediatos, para recebimento a longo prazo, estipulam critérios rígidos, para os contratos com as construtoras.
O passado e a solidez da construtora é o primeiro item a ser analisado. Além disso, as construtoras precisam ter know-how suficiente para qualificar e viabilizar o empreendimento. Pois a garantia, para o futuro proprietário, que espera pelo imóvel pronto - entregue no tempo previsto e dentro dos critérios e normas de construção, exigidas em projeto - está vinculada à idoneidade da empresa. É importante salientar que como o tempo entre a compra de um terreno, elaboração de projetos e a busca de recursos, até o produto final acabado e entregue, pode chegar a cinco anos, a solidez da construtora é requisito mínimo para o agente financeiro, completa o construtor.


