Mudança de ano, 13º salário, novos planos e, principalmente, promessas ajudam a aumentar a venda de imóveis a partir da segunda quinzena de novembro. Casas e apartamentos são os mais visados pelos investidores que apenas trocando de residência ou aplicando suas economias.
Jairo Gomes da Conceição, corretor de imóveis da imobiliária Senador, ressalta a importância do dinheiro que chega do exterior através dos dekasseguis e outros brasileiros que vivem fora do País. ''Normalmente, eles aproveitam a visita aos parentes para comprar algum bem'', explicou. A liberação de financiamentos para a casa própria promovidos, principalmente pela Caixa Econômica Federal, é outro incentivador. ''Os terrenos populares são muito comercializados nessa época'', acrescentou o imobiliarista Abílio Medeiros.
Se o agronegócio vai bem, normalmente, tudo corre bem em nossa região. Essa é a opinião do corretor de imóveis Rodney Botelho, da Mill Empreendimentos Imobiliários. De acordo com ele, 2005 foi um ano razoável, com destaque para os meses de setembro e outubro que foram atípicos. ''Algumas imobiliárias venderam muito bem e outras não venderam quase nada. Não imagino o que provocou isso. Nossa empresa, por exemplo, não foi privilegiada'', disse. Tanto ele quanto Conceição, acreditam que esse período incrementará o setor de vendas em 20% até janeiro.
Para Abílio Medeiros, a concentração de dinheiro em poucas mãos, a alta taxa de juros e até mesmo a crise política afetam o desenvolvimento de uma cidade. ''Poderíamos viver uma situação melhor se tivéssemos outra matriz econômica, um pólo industrial e tecnológico mais fortalecidos'', opinou o imobiliarista ao lembrar que o valor do metro quadrado comercializado em Londrina perde muito para cidades do mesmo porte como Uberlândia (MG), Ribeirão Preto (SP) e Caxias do Sul (RS).

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