Ter estrelas no teto de casa, que se iluminam com o simples toque do interruptor, parece coisa de cenário de teatro e cinema. Mas este sistema, que é uma novidade e estava limitado às áreas comerciais, está começando a ser adaptado para o uso em residências.
O uso da fibra ótica para transportar energia (luz) está para o atual sistema (fibras de cobre) como um carro básico para o top de linha, não só no resultado estético como no preço. Optar por fibras óticas tem um custo que pode variar de R$ 3 mil a R$ 10 mil ou mais, dependendo o número de pontos e tamanho do projeto.
Mas a vida é feita também de sonhos e não apreciar o belo só porque não se pode tê-lo é bobagem.
Qual a diferença entre os dois sistemas? A fibra ótica tem uma propridade maior de conservação na transmissão da energia a longas distâncias. Traduzindo: a fibra ótica reduz a dispersão da energia transportada a índices praticamente insignificantes.
Mais econômica, ela permite ainda que a energia de um mesmo ponto de geração seja dividido em vários pontos de luz pelo ambiente através dos cabos de fibra ótica. No final de cada cabo (terminal) está uma ponta de cristal com tamanhos e formatos variados (lapidados ou redondos). É a forma e o tamanho do cristal que vai definir a tipo de iluminação: decorativa ou focada.
Com uma fonte de 150 watts, por exemplo, é possível criar até 200 pontos de luz no espaço – seria como polvilhar o teto de pontos luminosos. O resultado é o aproveitamento máximo da energia gerada e um melhor direcionamento da luz.
O cabo de fibra ótica permite que a luz chegue sem os raios UV, ela é mais pura. Como não desprende calor, é mais saudável e menos nociva a materiais como móveis e tecidos. O sistema também permite ‘‘brincar’’ com as cores. Não é preciso ter lâmpadas coloridas. A cor da luz é definida na fonte de geração e possibilita a utilização de praticamente todas as tonalidades.
Mesmo com todas estas qualidades ela não substitui a lâmpada (comum, fluorescente ou incandescente). Estas oferecem luz difusa, mais indicada para a iluminação geral do ambiente como um todo.
Por isto o novo sistema ainda é um recurso com uma função predominantemente decorativa. Ele propricia um tipo de iluminação extremamente focada e é indicada principalmente para valorizar cantos, obras de arte, etc.
Consultoria: Jan Wrede, gerente da Swarovski Crystal Architecture (SP)

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