Fiadora teve que vender o carro
A funcionária pública aposentada, Maria do Carmo Abrahão Brauko, junto com seu marido, já foi fiadora de familiares e amigos, por diversas vezes. Ela nunca teve nenhum problema, pois só aceitou o convite de quem conhecia bastante. ''Já cheguei a negar alguns convites, pois não me senti segura'', ressalta Maria do Carmo, que considera muito importante, antes de ser fiador, checar se o locador tem condições de pagar suas quotas mensais, o que já é um bom indício. Apesar da experiência positiva enquanto fiadora, ela acredita que a fiança pode destruir relacionamentos, por isso deve-se pensar bem.
A operadora de telemarketing, Clara (nome fictício, pois a pessoa preferiu não se identificar) não teve a mesma sorte de Maria do Carmo. Ela foi fiadora, juntamente com seu esposo, de amigos que ela considerava ''como se fossem da família''. Ela acreditava que tudo daria certo, mas não foi o que aconteceu. Os locadores saíram do imóvel alugado e pararam de pagar as taxas exigidas sem dar satisfação à imobiliária e a eles enquanto fiadores.
Sem conseguir nenhum acerto com os locadores, para cobrir as dívidas, a família de Clara teve que vender o único carro que possuíam. ''Foi uma fase difícil e passamos bastante tempo sem carro'', desabafa. Ela não aconselha ninguém a ser fiador, nem mesmo de irmão. ''Você faz um favor e acaba perdendo bens materiais e destruindo relacionamentos antigos'', finaliza. (P.C.B.)





