Fiador pode pedir para sair
Nestor Correia, do Sindicato da Habitação (Secovi), também acredita que a nova lei vai proporcionar estabilidade nas transações imobiliárias. Mas não acha que haverá mais imóveis no mercado. Os imóveis que estão fechados hoje não é por que o dono tem medo de alugar. É porque ele pede um valor acima do que vale, alega.
Ele chama atenção para um benefício que a lei trará para o fiador. Hoje, quem se torna fiador tem responsabilidades até a entrega das chaves. Com as novas regras, terminado o contrato inicial, o fiador pode pedir sua saída (que será efetivada em 120 dias). E o locatário terá de substituí-lo, revela.
Pedro Moretto, diretor da Santamérica, não acredita que a nova lei vá exercer influência no setor. O que houve foi apenas ajustes para adequar a lei ao novo Código Civil. Foi o que nos explicou nossa assessoria jurídica. Questionado sobre a possibilidade de alugar imóvel sem fiador, ele se mostrou descrente. Isso não vai pegar. Na medida do possível, não vamos fazer (contrato sem fiador). A menos que o cadastro do inquilino suporte essa possibilidade, afirma.
Procurado pela reportagem, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Marcelo Cassa, disse que a legislação é bem intencionada porque busca dar mais agilidade no relacionamento proprietário-inquilino. Mas ressalvou que não adianta alterar a legislação se não houver investimentos concretos na estrutura do Poder Judiciário para agilizar os processos. O que o País precisa não é de novas leis, mas sim de condições para que se garanta o cumprimento das leis já existentes, afirmou. (N.B.)





