Feiras de construtoras facilitam compra de imóvel
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sábado, 03 de abril de 2004
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - As principais construtoras paranaenses se preparam anualmente para lançar os novos imóveis com descontos e facilidades de financiamento em feiras de negócios. Os eventos imobiliários acontecem anualmente em Curitiba, Londrina e Maringá. As feiras são direcionadas para públicos das classes ''A'' e ''B'', ou seja, alta e média alta. ''As feiras são sempre muito vantajosas porque elas oferecem num mesmo ambiente a facilidade de compra com preços de lançamento'', alerta Marcos Machado, vice-presidente de comercialização imobiliária do Sindicato de Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis (Secovi).
Outra vantagem das tradicionais feiras é a quantidade de imóveis ofertados. Os agentes financeiros também participam normalmente das negociações com clientes nesses eventos. ''Quando se faz uma feira, ganha a construtora que apresentar qualidade e preços convidativos, com facilidades de financiamento bancário. Tem até cartório presente para facilitar toda a transação'', alerta.
Os negócios geralmente são fechados 90 dias depois. ''As decisões não são imediatas. Por isso, as feiras funcionam basicamente para imóveis novos'', informa. Foi apostando nas feiras imobiliárias que a Imoveltec Assessoria Imobiliária (que congrega as construtoras LN e Portofino) resolveu fazer anualmente a ImóvelShow. Esse ano, a feira foi realizada no mês passado. A LN oferece apenas apartamentos em prédios novos. A Portofino faz casas e condomínios. As duas construtoras ofereceram seus produtos na feira com descontos médios de 15% na tabela. Foram disponibilizados para venda cerca de R$ 40 milhões em imóveis.
''Acreditamos no aquecimento das vendas com as feiras, que apresentam lançamentos apenas'', explica Luiz Rodrigo Casto Santos, diretor da Imoveltec. A idéia de agendar o evento para o início do ano nasceu da necessidade de se agilizar as vendas imobiliárias nos primeiros meses, que são os que geralmente tem menor demanda.
Em sua primeira edição, a Imoveltec estima que o volume de negócios tenha alcançado R$ 2 milhões. Como as vendas acontecem após a feira, o volume fechado este ano deverá ser calculado em junho.


