Em Curitiba já há falta de mão de obra e de materiais de construção. Segundo Gustavo Selig, presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Estado do Paraná (Ademi-PR), essas seriam as possíveis causas para os prazos maiores nas obras em Curitiba do que em Londrina e a tendência é que isso se mantenha durante este ano. ''Os fabricantes têm pedido prazos maiores para a entrega de mercadorias'', afirma.
Na sua avaliação, a saída para suprir a falta de mão de obra será buscar uma maior industrialização no segmento. ''Teremos que voltar a estudar a utilização da parede dry-wall e sistemas construtivos mais leves. Outra solução que já tem sido trabalhada é a capacitação de novos profissionais e aumentar a oferta de cursos'', diz.
Quanto à falta de materiais de construção, Selig afirma que os construtores já têm procurado realizar importações das mercadorias. ''O maior custo dos materiais internos faz com que aumente o interesse nas importações. Já têm sido importados materiais construtivos de diversos países com preços mais atrativos que os nacionais, mesmo com toda a carga tributária.'' (M.F.C.)

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