A falta de áreas para expansão do perímetro urbano em Maringá está causando a elevação do valor do metro quadrado dos imóveis disponíveis na cidade. Hoje, de acordo com a Central de Negócios Imobiliários, o metro quadrado para construção de moradia popular varia entre R$ 200,00 e R$ 500,00, enquanto na área central pode variar entre R$ 1.500,00 a R$ 2.000,00 o mesmo espaço.
Só para comparar, o metro quadrado mais caro atualmente em Londrina está na Gleba Palhano, variando entre R$ 800,00 a R$ 1.500,00, segundo especialistas no mercado imobiliário. O preço cai para cerca de R$ 200,00 em alguns bairros da periferia e fica entre R$ 375,00 e R$ 800,00 em vários condomínios fechados.
É fácil entender porque o metro quadrado em Maringá é bem mais caro que em Londrina. A lógica está no percentual de urbanização de cada município. Maringá tem uma área de 486 km quadrados e uma área urbana de 136 km quadrados, o que corresponde a 28% do total. Por seu lado, Londrina tem uma área de 1.656 km quadrados e uma área urbana de 245 km quadrados, o que corresponde a 14% do total.
Estes indicadores refletem também na densidade demográfica: Maringá, com uma população de 360 mil habitantes, segundo o último censo do IBGE, tem uma densidade de 734 habitantes por km quadrado, e Londrina, com 506 mil habitantes, tem uma densidade de 305 habitantes por km quadrado. ''Como o município de Maringá é pequeno, a oferta de áreas é menor e a oferta sendo menor, o preço vai lá em cima'', afirma o presidente da Central de Negócios Imobiliários, Marco Tadeu Barbosa.
O imobiliarista lamenta que em Maringá não haja locais como a Gleba Palhano em Londrina, onde houve grande expansão nos últimos anos. Por isso a entidade, que reúne boa parte das imobiliárias de Maringá, espera a liberação de novas áreas pelo poder público municipal. ''Nós não temos espaços onde possam ser construídos prédios maiores e em terrenos maiores. Isso dificulta um pouco porque a cidade vai ficando muito concentrada'', afirma.
Barbosa diz que não gosta de citar números para evitar ''especulações'', mas garante que o mercado imobiliário local está bem aquecido. Até os bancos procuram as imobiliárias para fechar negócios. ''A gente nunca teve tantos financiamentos como hoje'', complementa.

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